Shonda Rhimes. A mulher que dá vida às poderosas da TV

‘Shondaland’. Assim é conhecido o universo televisivo de Shonda Rhimes. Dele, fazem parte doze bem-sucedidas temporadas de ‘Anatomia de Grey’, cinco de ‘Scandal’ e duas de ‘Como Defender um Assassino’. O que têm em comum estas séries? Todas elas são encabeçadas por mulheres de pulso firme, determinadas, tanto na vida pessoal como profissional.

É através das suas histórias e protagonistas que a (considerada por muitos) produtora mais poderosa da TV tem ajudado a redefinir a mulher do século XXI. O seu segredo, revela-nos, é a sua determinação, que já vem desde criança. “Não escolho ver obstáculos como obstáculos. Por isso, nunca senti que tive desafios. E nunca ninguém me disse que não”.

“Tive a sorte de ser criada por pais fantásticos, que impediram que eu pensasse que não conseguia fazer alguma coisa”, conta-nos Rhimes.

Dar vida a mulheres como Meredith Grey (Ellen Pompeo na série médica, exibida por cá na Fox Life), Olivia Pope (Kerry Washington em ‘Scandal’, transmitida pelo mesmo canal) ou Annalise Keating (Viola Davis em ‘Como Defender um Assassino’, que nos chega através do AXN), requer, da norte-americana de 46 anos, uma única condição: escrever apenas para si mesma. “Tem que ser real, emotivo. Por isso, estou sempre a escrever para mim mesma, à procura do que é que seria emotivo para mim, do que é que me faria chorar ou do que me faria sentir empolgada”, confessa.

Partilhar as suas ideias com milhões de pessoas em todo o mundo é “entusiasmante”, sim, mas por vezes também “aterrador”. “Sentes que estiveste a escrever no teu diário e depois descobres que o mundo inteiro também o tem estado a ler. É entusiasmante e encantador sentir que outras pessoas foram tocadas, mas por vezes também é aterrador descobrir que toda a gente se sente da mesma forma que tu”, reconhece.

A sua mais recente trama, ‘Como Defender Um Assassino’, garantiu a Viola Davis um prémio Emmy de Melhor Atriz, em 2015, tornando-a na primeira afro-americana a conquistar tal estatueta. “É a primeira vez que me sinto uma mulher completa”, admitiu a atriz de 50 anos, em declarações obtidas em exclusivo pelo Delas.pt.

“O texto é arrojado, dramático, sexual, confuso… Sempre senti que sou todas essas coisas”, garante.

Distinguida como Produtora do Ano, em 2007, pelo Producers Guild of America, e nomeada para dois prémios Emmy, Shonda foi também duas vezes incluída na lista das 100 personalidades mais influentes do mundo da revista ‘Time’ e na lista das 50 mulheres mais poderosas da ‘Fortune’.

Para isso, contribuiu não só a sua representação da mulher no pequeno ecrã, mas o facto de dar voz a minorias étnicas e raciais. Aliás, já em 2010 um crítico televisivo previa: “Daqui a alguns anos, Rhimes será vista como pioneira na indústria, pela forma como mudou a perceção acerca do que os argumentistas negros podem alcançar, e pela forma como realiza os castings para as suas séries, que refletem fidelidade para com a história e a personagem, independentemente da raça”.

E com uma fortuna avaliada em cerca de 60 milhões de dólares (52,7 milhões de euros), já há quem compare a produtividade desta produtora a uma das mais célebres magnatas do mundo. “A próxima Oprah Winfrey?”, questiona a revista ‘Forbes’. “A economia de Shonda Rhimes não dá sinais de abrandar. Se ela pudesse arranjar forma de concorrer ao Congresso…”, desafia ainda a conceituada publicação.

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