Bruni recorda juventude: “A rebeldia é sexy mas inútil”

Estreou-se como manequim aos 19 anos e nas cantigas em 2002. Numa nova entrevista ao The Telegraph, Carla Bruni revelou a diferença entre as duas áreas onde já deu cartas: “O mundo da moda é como se de uma grande e divertida família se tratasse. Os dias são preenchidos por conversas e, como sou italiana, falo muito. A música é um trabalho mais solitário, mas como modelo estava sempre no meio de pessoas. Gosto muito disso.”

Apesar de se ter retirado das passerelles já há 15 anos, a antiga primeira-dama francesa continua vinculada aos bastidores da moda italiana, sendo o rosto da coleção de joias da marca Bulgari. “Qualquer peça de joalharia conta uma pequena história: Quem ofereceu? Por que razão? Foi uma celebração especial ou foi comprada pela própria?”, frisou Bruni ao jornal britânico.

Contudo, a ex-manequim definiu a sua joia de eleição, em detrimento das outras: “Não há nada com mais significado do que o anel de casamento. O design é simples, com os nossos nomes gravados no interior, mas é mais do que uma peça de ourivesaria, é um compromisso.”

Filha de Alberto Bruni Tedeschi, um homem de negócios e também compositor, e da pianista Marisa Borini, Carla Bruni nasceu em Turim mas cedo partiu para França, com o irmão, aos sete anos de idade. Relembrando a sua infância, a autora de Quelqu’un m’a dit confessou que sempre teve um espírito rebelde: “Era a mim que os meus colegas pediam para fazer as perguntas sobre o funcionamento da escola. Uma vez perguntei ao professor se podíamos fumar no recreio, porque estar fora da escola podia ser perigoso, mas nós queríamos fumar.”

A mulher de Nicolas Sarkozy acrescenta: “Adorei ser jovem. Os miúdos de hoje em França vão para as ruas, protestar contra as leis, mas nem sabem a causa pela qual estão a lutar. Eu também era assim – apenas revoltada. Naquela idade, achamos que a rebeldia é sexy, e é, mas depois apercebes-te que também é inútil”.

Bruni, que foi mãe de uma menina aos 43 anos, numa gravidez não planeada, não se preocupa com a futura independência da filha: “Talvez por ser mulher, sinto a força que ela tem como sei a força que eu tenho. Sempre achei que homens são muito mais frágeis, portanto fico mais preocupada com o Aurélien, que tem 14 anos, do que com ela, que tem quatro. Contudo, há sempre que proteger os filhos da vida, da morte, do sofrimento, da humilhação, do desespero, da depressão. Há que lhes dar uma boa vida, espero que eles tenham uma boa vida.”

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