Onde anda Sara Santos, a vencedora do Sangue Novo do ano passado?

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Ganhou há um ano o Sangue Novo, a competição dos novos designers da Moda Lisboa. Um ano depois falamos com Sara Santos que nos contou o que o prémio significou para a sua ainda curta, mas bem estruturada, carreira.

Porque é que escolheu a moda como profissão?

A opção pelo design de moda não surgiu de imediato. Quando ingressei na Universidade, após ter frequentado o curso de Artes Visuais, não tinha a certeza absoluta de que era algo que eu queria fazer profissionalmente. Apesar de a minha avó materna ser a única pessoa na família que fez da moda a sua profissão, nada pressupunha que isso seria o meu futuro. Sempre fui uma pessoa bastante visual e sempre me deixei inspirar um pouco por tudo o que me rodeia e a sensibilidade para as artes sempre foi algo inquestionável. Contudo, só após a licenciatura percebi que o mundo da moda não se restringia apenas ao glamour a que estamos habituados a assistir. Há todo um conjunto de conteúdos que podem ser explorados nesta área, desde a exploração dos têxteis, das tecnologias, do estudo de tendências, da criação do vestuário, entre outros. Acabei por ser surpreendida pela área e surpreendi-me a mim mesma.

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Porque é que decidiu apresentar uma coleção para homem quando teve a oportunidade de desfilar na Moda Lisboa primavera-verão 2016?

Após a licenciatura, e considerando todo o conhecimento que tinha adquirido, percebi que não me sentia preparada para ingressar no mundo do trabalho que se vê tão exigente. Optei então por frequentar o Mestrado em design de moda, na ESAD Matosinhos, orientado pela professora e designer Maria Gambina e direcionado para o vestuário masculino. Sendo um tema que ainda não dominava, decidi arriscar e adquirir alguma versatilidade enquanto designer. Neste contexto, surge assim a coleção masculina, desenvolvida no âmbito de projeto, lecionado pelo designer Ricardo Andrez. O vestuário masculino possui códigos bastante fortes e tradicionais, o que torna o desafio ainda maior e mais interessante. Assim, é envolvente procurar referências do passado, redesenhá-las e transportá-las para a atualidade de forma a incutir nestes valores alguma contemporaneidade.

Como é que está a ser este ano pós-prémio Sangue Novo? O que é que mudou para sempre na sua vida?

Para além do reconhecimento pessoal e profissional, consegui dar visibilidade ao meu trabalho, através da plataforma Sangue Novo e das publicações que daí sucederam. Ganhar o primeiro prémio e a possibilidade de estudar na Domus Academy, uma das melhores escolas de moda do mundo, e numa das principais capitais da moda, Milão, foi a “cereja no topo do bolo”. Adquiri mais experiência, adaptei-me a uma nova realidade e acima de tudo cresci imenso como pessoa e como profissional. Sendo uma experiência que tinha em mente há algum tempo e nunca tinha surgido oportunidade para a ter, procurei aproveitá-la ao máximo e consegui aproveitar tudo o que tinha de positivo. O que mudou na minha vida foi, acima de tudo, a confiança pessoal e profissional. Adquirir este prémio e usufruir dele obrigou-me a sair da minha zona de conforto e fez-me acreditar que todo o esforço, trabalho e dedicação, no fim de tudo, acabam por compensar e “colher frutos”.

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