Estilo bestiário: não é preciso ter poderes mágicos para seguir a tendência

Harry Potter já não volta. Casou-se, tem filhos, paga impostos, rói as unhas com o brexit e não tem tempo para happenings. Mas a autora sim, tempo para tudo, para um livro (saiu o mais recente da saga há pouco tempo) e para o guião do filme novo a estrear, de onde Harry se ausenta como um muggle.

O “Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los” estreia em Portugal a 17 de novembro. O filme perde o carácter ‘very british, royal trust’ dos anteriores Harry Potter e ganha um certo ar americano, cinemascópico e art deco. Toda a cena se passa bem antes dos enredos contemporâneos de Potter, na América da década de 20, durante o período de transição da Arte Nova para a Art Deco, sítio e local onde ambas as artes tão bem se expressaram: estilos realmente novos na nação mais nova do mundo.

O guião gira em torno de um livro que Harry, Hermione e Ronald consultavam na biblioteca de Hogwarts (afinal aquilo era uma escola, estudava-se), escrito por Newt Scamander. Este compêndio magizoológico é escrito na primeira pessoa por Newt e descreve todas as criaturas existentes com poderes mágicos que qualquer mediano feiticeiro deve saber na ponta da língua. Estas bestas e a Nova Iorque em construção são o tecido onde as ideias de J. K. Rowling, autora do livro e do argumento, ganham asas mais hollywoodescas e cosmopolitas que a saga anterior. Mas perde-se qualquer coisa, as mesas fartas da hora do chá, os aventais de couro e lona das estufas de Hogwarts, e o ar de cottage e de manor que os ingleses sabem tão bem reproduzir.

O livro foi publicado em Portugal em 2014 pela editora Presença e no mesmo ano o New York Times avançava que a Warner Bros adaptaria o livro a uma trilogia cinematográfica, com guião escrito pela própria Rowling. O papel principal é desempenhado por Eddie Redmayne, o mesmo d’A Teoria de Tudo e d’A Rapariga Dinamarquesa.

Como em todas as decorações facilmente rotuladas, o uso da inspiração de forma integral pode cair facilmente num cenário. Se for este o seu desejo, força! Tem todo o meu apoio, eu fiz a mesma coisa! Mas se for uma rapariga de juízo, use uma ou duas peças, são o suficiente e casam com o melhor do que se fez este ano em design para os interiores; o steampunk (era vitoriana + mundo das máquinas tipo Matrix ou Exterminador Implacável) e o early vintage de Mackintosh e de Lloyd Wright são o campo fértil de 2017 onde este filme vai também buscar inspiração.


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