A enfermeira polaca salvadora de 2500 crianças judias

Irena Sandler fez parte da resistência polaca durante a Segunda Guerra Mundial e salvou 2500 crianças judias. Morreu em 2008, com 98 anos, heroína da Polónia, condecorada pelos Estados Unidos e reconhecida por Israel no Yad Vashem. Há também um filme que conta a sua história.

Nascida Irena Krzyzanowska em 1910, viu aos líderes judaicos oferecer-se para lhe pagar os estudos quando o pai morreu, pois este era um médico muito admirado pela comunidade em Varsóvia, mas a mãe declinou a oferta. Formou-se mesmo assim em enfermaria e quando a Alemanha invadiu a Polónia em 1939, juntou-se à resistência fiel ao governo exilado em Londres.

Com a ajuda de duas dezenas de resistentes, a enfermeira conseguiu retirar 2500 crianças do guetto de Varsóvia, mandado construir pelos nazis. Com documentos falsos e acolhidas por famílias católicas, essas crianças sobreviveram ao Holocausto, que exterminou 90% dos três milhões de judeus polacos.

Irena chegou a ser capturada e torturada pelos nazis, que a condenaram à morte, mas conseguiu fugir. A seguir ao fim da Segunda Guerra Mundial em 1945 foi também presa pelo novo regime comunista, por ter obedecido ao governo baseado em Londres em vez de ao exilado em Moscovo. Acabaria por tornar-se membro do partido comunista polaco e ser professora em escolas médicas, mas o seu apoio a Israel na guerra com os árabes em 1967 fê-la cair de novo em desgraça e renunciou à militância.

Nos anos 1980, Irena aderiu ao movimento Solidariedade, que trouxe de novo a democracia à Polónia. O seu apelido é o do primeiro marido, Mieczyslaw Sendler, de quem se divorciou e com quem voltou a casar após um segundo matrimónio (e de novo se divorciou). Teve três filhos, todos do segundo marido, Stefan Zgrzembski.

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