A espia colombiana da agulha e do dedal

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Órfã desde muito pequena, Policarpa Salavarrieta foi criada pelos avós no vice-reino de Nova Granada, na parte do Império Espanhol que corresponde à atual Colômbia. Nascida em 1796, era adolescente quando a rebelião tomou conta da colónia e não tardou muito até a própria Policarpa, que passou a ser conhecida pelo diminutivo ‘La Pola’, se juntar à luta. Depois de algum tempo a ajudar os combatentes decidiu infiltrar-se em Bogotá, onde a guarnição ainda obedecia a Fernando VII, o rei espanhol.

‘La Pola’, graças aos dotes de costureira, conseguiu trabalhar para vários oficiais lealistas e, tendo acesso às casas, ouvia conversas recheadas de importância militar. Com o disfarce da agulha e do dedal, trabalhava como espia, partilhando informação, recolhendo dinheiro e recrutando mais rebeldes.


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Foi descoberta e condenada à morte. A execução foi marcada para 14 de novembro de 1817 e, mesmo antes de o esquadrão de fuzilamento receber ordem para disparar, foi oferecido um copo de vinho à rebelde. ‘La Pola’ rejeitou. Não queria nada dos espanhóis. E aproveitou para gritar o seu ódio aos colonizadores e o amor à causa da independência.

A Colômbia tornou-se soberana em 1819 e fez da espia uma heroína nacional. ´La Pola´ tem estátua em Bogotá e o seu rosto está nas notas.

 

Imagem de destaque da telenovela ‘La Pola’ emitida em 2010 pela televisão colombiana.

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