“A França será sempre governada por uma mulher”

A frase é da líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, no único debate televisivo que teve lugar esta noite e para a segunda volta das eleições presidenciais francesas, que vai ter lugar a 7 de maio.

Enquanto acusava o opositor, o centrista e independente Emmanuel Macron, de defender a submissão da França à União Europeia, a candidata da Frente Nacional ironizou:

“A França será sempre governada por uma mulher, seja eu, seja a senhora Merkel”.

Num frente-a-frente em que o tema das mulheres praticamente não foi abordado, debateram-se antes as matérias em torno da Europa, do terrorismo, da proteção social, da imigração, da saúde, das escolas, da política monetária, mas também das relações do país com o presidente russo Vladimir Putin ou com o homólogo norte-americano Donald Trump. Macron acusou Le Pen de não querer apresentar o seu projeto e de estar mais focada em olhar o passado.


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Um debate em que Macron denunciou que a líder extremista não estava a apresentar as contas que deveriam financiar as medidas que propõe, não dominava alguns dossiês e invocou incongruências quer, por exemplo, nos assuntos ligados ao terrorismo, quer em matéria de política de medicamentos.

Em contrapartida, Marine Le Pen aproveitou todas as oportunidades para lembrar que o opositor favorece os “amigos com quem bebe copos” da banca e dos grandes interesses económicos, que recebeu e aceitou apoios de entidades que promovem o islamismo mais radical e acusou-o de não ter feito nada pelos trabalhadores, pelo desemprego e pelas Pequenas e Médias Empresas enquanto foi ministro do executivo socialista nomeado pelo atual presidente francês François Hollande.

Um embate que durou mais de duas horas e durante o qual os dois candidatos usaram as suas redes sociais para citar ao minuto as frases mais emblemáticas ou para denunciar acusações que consideravam infundadas, partilhando documentos, provas, vídeos, anteriores entrevistas. Um debate muito mais amplo do que apenas o que teve lugar na televisão.

No final, Macron – que vai à frente nas sondagens – lembrou a Marine Le Pen que ela estava, com as suas ideias e atitudes, a criar um “show mediático” e que “podia continuar”. “Fique na televisão que eu vou presidir um país“, rematou o centrista.

Imagem de destaque: Reuters

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