A pílula reduz a sensação de bem-estar

A indicação já não é nova, mas agora há mais um estudo a confirmar que as mulheres saudáveis que tomam a pílula registam uma redução no bem-estar geral. A conclusão está patente numa investigação que estudou 340 jovens e adultas com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos e que foi levado a cabo por investigadores do Instituto Karolisnka, na Suécia, e da Escola de Economia de Estocolmo.

A amostra foi dividida em dois grupos: um primeiro a quem foi prescrita uma pílula contracetiva comum, contendo etinilestradiol e levonorgestrel, e um segundo que tomou um placebo. Nenhum dos grupos sabia que comprimido estava a tomar.


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Apesar destes sinais, o estudo veio despistar efeitos colaterais relativos a sintomas de depressão. Nenhum dos grupos inquiridos notou diferenças, deitando por terra uma investigação dinamarquesa que, no ano passado, evocava o contrário.

Na ocasião, e após o estudo junto de um milhão de mulheres (e que pode ler em detalhe aqui), os investigadores concluíram que a contraceção oral aumentava em 23% o risco de mulheres, com idades entre os 20 e os 34 anos, virem a ter de tomar antidepressivos. Em idades mais baixas, entre os 15 e os 19 anos, o mesmo risco subia para os 80% e para 120% para aquelas que tomavam pílulas compostas apenas de progestagénio.

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Agora, nesta análise feita na Suécia – e publicada numa revista da especialidade em fertilidade e esterilidade -, as mulheres que estavam a tomar a pílula consideraram que a sua qualidade de vida era “significativamente mais baixa” – olhando para fatores como humor, autocontrolo, vitalidade e nível de energia – face às que estavam a ser sujeitas à toma de placebos.

Os mesmos investigadores querem também sublinhar que os sintomas denotados são ligeiros, pelo que o estudo deve ser interpretado com cautelas, ainda que os sintomas registados devam ser levados em linha de conta a nível clínico.

“Não queremos que as mulheres deixem de usar contracetivos devido aos resultados que obtivemos, mas se as mulheres estão preocupadas com os efeitos negativos no humor e na qualidade de vida devem discutir isso mesmo com o seu médico”, refere ao jornal britânico The Independent a autora da investigação, Angelica Hirschberg. Lembra a mesma professora que “há outras alternativas que podem ser dadas à mulher”.


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Ao Delas.pt, médico de ginecologia e obstetrícia do Hospital de Santa Maria – Centro Hospitalar Lisboa Norte, Joaquim Neves, tinha já vincado que “os contracetivos não são todos iguais, não são os mesmos para todas as mulheres e nem sempre é o mesmo para toda a vida”. Para o especialista, afirmou no ano passado, a solução “passa por ir testando qual a formulação que gera menos queixas”, sempre sob vigilância.

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“Todos os tipos de contraceção hormonal têm vantagens e desvantagens. O possível efeito no nível de qualidade de vida pode ser de particular relevância para as mulheres que já tiveram sintomas de mau humor anteriormente”, alerta Angelica Hirschberg ao The Independent.

Imagem de destaque: Shutterstock

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