A primeira negra Nobel da Literatura

An artist completes a wall painting depicting Nobel-winning U.S. novelist Toni Morrison attends the unveiling ceremony of a memorial bench marking the abolition of slavery in Paris November 5, 2010. This is the first bench to be inaugurated outside the United States by the Toni Morrison Society.    REUTERS/Benoit Tessier   (FRANCE - Tags: POLITICS SOCIETY) - RTXU9F6

Foi registada como Chloe Ardelia Wofford mas o mundo conhece-a como Toni Morrison, Nobel da Literatura em 1993, a primeira mulher negra a ganhar esse prémio. Nascida no Ohio em 1931, filha de um casal que tinha deixado o Sul dos Estados Unidos para escapar ao racismo, cresceu a ouvir os pais falar de discriminação e também da escravatura dos antepassados.

Formou-se em Literatura e teve uma longa carreira como professora em várias universidades, incluindo Princeton. Mas a sua fama chegou em 1987, com ‘Amada’, romance sobre uma escrava fugitiva, que viria a ganhar o Pulitzer em 1988 e a ser adaptado para o cinema com Whoopy Goldberg como protagonista. Mais tarde o livro deu origem também a uma ópera.

U.S. author Toni Morrison poses after being awarded the Officer de la Legion d'Honneur, the Legion of Honour, France's highest award, during a ceremony at the Culture Ministry in Paris November 3, 2010.  REUTERS/Philippe Wojazer  (FRANCE - Tags: POLITICS SOCIETY HEADSHOT) - RTXU60G
(REUTERS/Philippe Wojazer)

Feroz crítica do racismo que persiste nos Estados Unidos, apoiou Barack Obama para a presidência em 2008 mas não deixou de considerar Hillary Clinton uma grande mulher. Em 1998, Toni Morrison tinha também saído em defesa do marido desta, o presidente Bill Clinton, quando a direita o tentava destituir por causa de um caso com uma estagiária da Casa Branca. Ficou célebre a frase em que disse que Clinton era “o primeiro presidente negro da América”, uma referência às origens sulistas e ao ser perseguido pelos inimigos.

Morrison, convertida ao catolicismo desde a juventude, foi casada com um jamaicano, de quem se divorciou. O seu segundo filho morreu de cancro. Vive agora em Nova Iorque e apoia Hillary mas presidenciais. Já várias vezes explicou como lhe foi difícil escolher entre ela e Obama há oito anos mas primárias democratas. Do primeiro presidente negro da América, o real, recebeu a Medalha da Liberdade.

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