A primeira saudita realizadora de cinema

Haifaa al-Mansour é uma cineasta que conseguiu que a Arábia Saudita candidatasse o seu ‘Wadjda’ ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2014, novidade para um dos países muçulmanos mais conservadores. É a história de uma menina de 11 anos chamada Wadjda que participa num concurso de recitação do Alcorão para ganhar dinheiro para uma bicicleta, brinquedo tido como só para rapazes, como lhe diz a professora.

Filmado em Riade, o filme teve nas cenas de exterior de ser dirigido por Haifaa numa carrinha de vidros escuros e via telemóvel, pois em bairros mais conservadores da capital não é bem visto uma mulher na rua a trabalhar com homens (a equipa técnica).

Foi a primeira longa-metragem desta saudita de 42 anos com um perfil excecional. Filha de um poeta que a ensinou a gostar de cinema (através de vídeos em casa), estudou na Universidade Americana do Cairo e depois na Escola de Cinema de Sidnei. Casada com um diplomata americano e com dois filhos, Haifaa vive hoje no Bahrein e recusa as acusações de desrespeito pelo Islão.

E apesar de a Arábia Saudita ser um país onde as mulheres continuam proibidas até de conduzir, a realizadora insiste em querer lá filmar. Por entre os e-mails de ódio também tem recebido apoios vários, incluindo de membros da família real.

SUBSCREVER

Subscreva a newsletter e receba semanalmente todas as noticias de forma confortável

packshot_site

APP DELAS

Aceda por telemóvel, smartphone ou tablet as notícias, informações, num ambiente atrativo e intuitivo, compatível com o seu equipamento.

Appstore Googleplay

Roberta Medina: “Nunca existiu o ‘voc…