A viúva do Sri Lanka que foi a primeira mulher a chefiar um governo

Sirimavo Bandaranaike tornou-se em 1960 a primeira mulher no mundo a ser primeira-ministra, liderando o Ceilão, depois rebatizado de Sri Lanka. Nascida em 1916 numa família habituada a ocupar altos cargos na administração colonial britânica, estudou num colégio católico apesar de ser uma budista convicta.

Casada com Solomon Dias Bandaranaike, que depois da independência da Ilha em 1948 se tornou um dos políticos mais influentes, Sirimavo chegou ao poder de forma trágica, quando o marido foi assassinado em 1959 por um monge budista e o país teve de fazer novas eleições meses depois. Mrs. B, como passou a ser conhecida pelos apoiantes, manteve a orientação nacionalista cingalesa e socializante do marido e ganhou assim múltiplos inimigos, fosse entre a poderosa igreja católica (um legado de colonização portuguesa no século XVI) fosse entre a minoria tâmil, de religião hindu.

Mãe de três filhos, Sirimavo era chamada também de “viúva chorosa” pelos rivais, por estar sempre a falar do marido assassinado como forma de ganhar apoios e votos. Mas com os seus coloridos saris e rosto duro era uma figura imponente, que chegou a ser líder do movimento dos países não-alinhados, acolhendo uma cimeira deste em Colombo. Também resistiu a vários golpes de Estado.

Foi primeira-ministra até 1965 e depois mais duas vezes. A sua última passagem pelo governo deu-se entre 1994 e 2000, com a curiosidade de ser ela primeira-ministra e a sua filha Chandrika ser a presidente da república. Sirimavo morreu meses depois de deixar o poder.

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