Anabela Baldaque, uma estação ou as quatro?

Primeira impressão causada pelo desfile de Anabela Baldaque: vamos pedir chuva já no verão. É que as propostas apresentadas no CEIIA começam com gabardines impermeáveis, depois surgem os sobretudos em camuflado, os casaquinhos em lã ou em veludo. Uma peça inesperada aparece então: um impermeável que recria o brocado e esta peças marca o início de um segundo momento no desfile em que começam a surgir cores vivas e propostas mais leves.

Já estamos nas coleções de primavera? É esta a pergunta que surge quando vemos mangas pelo cotovelo, saias subidas, azuis petróleo e padrões floridos. As mangas sobem mais, vão à cava e o amarelo-torrado aparece em jumpsuits muito leves levando a impressão de estarmos agora no verão. E depois, lentamente, começam a regressar à passerelle as cores neutras, as mangas compridas, os casacos pesados e o desfile fecha com o sobretudo de lã.

Anabela Baldaque parece apresentar uma coleção que serve para o ano inteiro, que reforça, talvez, a multiplicidade de tecidos e origens que cada coordenado de moda pode ter hoje, mesmo quando falamos de moda de rua. Aliás, estas propostas são todas elas absolutamente utilizáveis no dia-a-dia (Anabela costuma, de resto, fazer coleções assim) e a verdade é que dá vontade de esvaziar o roupeiro para abrir espaço para estas propostas poéticas para o quotidiano.

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