Amy Schumer: “Vivemos num mundo onde não é suficientemente bom ser normal”

Lena Dunham e Amy Schumer são duas mulheres de causas. Movidas pela convicção de que este mundo será um lugar melhor sem o culto da beleza acorrentado aos estereótipos da mulher magra e de sorriso bonito, sentem-se também impulsionadas pela vontade de defender uma lei que impeça o porte legal de armas de fogo a todos os cidadãos norte-americanos.

Estes temas dariam conversa para dias a fio. No entanto, Lena Dunham, atriz de 30 anos, e Amy Schumer, comediante de 35 anos, dispuseram apenas de alguns minutos para uma entrevista informal, via Skype, na qual a atriz norte-americana não se esforçou para esconder a admiração que sentia pela comediante.

“Infelizmente ainda vivemos num tempo e num mundo onde não é suficientemente bom ser normal. Os media envergonham as mulheres que não têm um peso normal”, afirmou Schumer, que foi categorizada como ‘mulher com excesso de peso’ por uma revista feminina.

Lena Dunham subscreve a admiração de Schumer e questionou: “Se não és gorda nem magra, porque é que tens de ser colocada na categoria de mulher com excesso de peso? Aliás, porque é que uma mulher com um reconhecimento mundial tem de ser categorizada por quem quer que seja”, acrescentou Lena, antes de Schumer esclarecer que essa atitude foi um dos motivos pelos quais decidiu abrir o seu discurso público ao tema body shaming.

Ainda sobre os estereótipos sociais colados à mulher, Lunham acrescentou que uma das atitudes que mais a incomoda é a necessidade de a sociedade considerar que o sexo feminino precisa de ser protegido. “As mulheres são fortes”, afirmou em resposta à sua própria indignação.

Dub house with my brother and sister #stopgunviolence

A photo posted by @amyschumer on

Sem cota de culpa

Em 2015, Amy Schumer foi confrontada com o sentimento de culpa pelo desaparecimento de duas raparigas, Mayci Breaux e Jillian Johnson, mortas a tiro quando se preparavam para assistir ao seu filme ‘Trainwreck’.

“Quando vês este tipo de notícias nos jornais é claro que ficas sensibilizada. Mas saber que aquilo aconteceu durante o meu filme, destruiu-me. Não sabia como reagir. Estava tão zangada”, recorda Schumer a Lena Dunham.

Incapaz de ficar indiferente ao problema de armas de fogo que abala a estabilidade da sociedade norte-americana, Amy Schumer reagiu. “Comecei a marcar presença em eventos e a encontrar-me com famílias de vítimas”.

Durante a conversa com Lena Dunham, a comediante norte-americana recordou ainda o dia em que foi à Casa Branca, acompanhada pelos irmãos, assistir à assinatura da ordem executiva para o controlo de armas, levado a cabo pelo Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

No decorrer da cerimónia, Schumer encontrou-se com famílias de várias vítimas e outros cidadãos que, como ela, querem lutar pelo fim da violência com ou sem armas de fogo. Schumer recorda-se de ouvir: “Obrigada por ter vindo, porque ninguém ouve os políticos. As pessoas ouvem, sim, as celebridades, por isso obrigada. Continue a ajudar-nos”, e conclui, “Não tenho que morrer [por esta causa], mas se fosse necessário morreria”.

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