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Arianna deixa Huffington Post para dar ao mundo mais tempo… e sono

Arianna Huffington

A magnata da imprensa online Arianna Huffington vai deixar o site que fundou e leva o seu nome, o Huffington Post, para lançar uma startup dedicada à saúde e ao bem estar. O jornal digital que esta americana de origem grega criou em 2005 começou por ser um polémico apontador de blogues e tornou-se um fenómeno global de popularidade – tem edições em português do Brasil, francês, alemão, japonês e grego, entre outras dez línguas e uma base de utilizadores na ordem dos 200 milhões.

O Huffington Post foi comprado pelo gigante das comunicações AOL em 2011, mas Arianna continuou a ser diretora. Ela ganhou preponderância depois de se ter mudado para os Estados Unidos – vinda de Inglaterra, onde estudou economia e gestão em Cambridge – e de, nos anos 90, ter sido comentadora política, da área conservadora e ter casado com um senador republicano Michael Huffington.

Nos últimos anos Arianna revelou-se uma acesa defensora dos direitos e igualdade das mulheres, focando a sua luta no tempo e naquilo a que ela chama a terceira métrica, ou seja a forma não material de contabilizar a felicidade e o sucesso. Tudo isto passa também, e muito, pela necessidade de sono, segundo Arianna a chave para mudar as vidas agitadas de hoje.

O seu livro chamado Thrive: The Third Metric to Redefining Success and Creating a Life of Well-Being, Wisdom, and Wonder (Prosperar: a terceira métrica para redefinir o sucesso e criar uma vida de bem estar, conhecimento e maravilha. É esse o nome da sua nova startup, Thrive Global, que pretende “mudar a forma como trabalhamos e vivemos, acabando com a ilusão coletiva de que o burnout é o preço inevitável do sucesso.” Arianna diz que quer, literalmente, mudar o mundo.

Arianna Huffington começou a mudar de vida quando estava a tentar ser a empresária perfeita e a mãe perfeita. Até que um dia acordou “numa piscina de sangue, sem ninguém ter disparado contra mim”, conta no seu livro sobre o sono. Tinha caído, de exaustão, e partido o queixo. “Ao construir o Huffington Post, tinha comprado a mitologia de que tudo dependia de mim – e que eu tinha de fazer tudo, e, claro, dormir pouco e ter pouca saúde”, disse, numa entrevista à revista Entrepreneur.