As causas que movem as solteiras nas presidenciais norte-americanas

Mulheres norte-americanas querem menos retórica na política e mais medidas

Trabalho e família dominam as preocupações das mulheres norte-americanas em vésperas de arranque das primárias. Salários iguais por trabalhos iguais, liberdade no planeamento da saúde reprodutiva, baixa de impostos para criar emprego, seguros de saúde assegurados pelos empregadores estão entre as causas que mais mobilizarão as mulheres solteiras nas primárias para presidenciais norte-americanas de 2016 e que arrancam já esta segunda, no Iowa, com a escolha dos delegados nos comités eleitorais ou “caucus”.

As conclusões resultam de um estudo online levado a cabo pela revista Elle e junto de uma população feminina que ainda não casou e que está atenta à política e em participar neste sufrágio. As mulheres não estão, porém, interessadas na retórica em torno das causas sexistas e de género, mas sim em medidas concretas que querem ver aplicadas na sociedade.

De acordo com a investigação, 86% das mulheres solteiras (e 84% de todas as inquiridas) garantiu não votar em candidatos que insultam o sexo feminino. No que diz respeito a medidas concretas, o estudo levado a cabo pela revista concluiu que 8 em cada 10 das mulheres irão apoiar candidatos que defendam medidas para a igualdade salarial no trabalho e que as deixem planear a sua saúde reprodutiva, 79% das entrevistadas estará disposta a votar em quem promover a descida da impostos para os negócios e para a classe média, com o objetivo de fomentar a criação de emprego, e 76% depositará confiança nos que prometam aumento de apoios no sentido de tornar a educação mais acessível aos rendimentos das famílias. Menos de ¾ das inquiridas estão focadas na segurança do trabalho perante a doença. Assim, admitem votar em quem exija aos empregadores o pagamento de apoio médico e de dias de doença.

Curiosamente, quando inquiridas sobre os candidatos que as deixam mais “confortáveis”, não há nenhum que agrade a mais de metade da amostra feminina. A democrata Hillary Clinton – que tem estado debaixo de fogo ao ser acusada de ter usado uma conta privada de e-mail para trocar informação classificada – colhe simpatias junto de 49% das entrevistadas. Já o republicano Ted Cruz surge em último lugar, com 16%. O polémico Donald Trump reúne 21% das votações neste inquérito, o mesmo em que o candidato democrata Bernie Sanders se aproxima da cotação de Clinton, ao recolher a confiança de 37% das votantes.

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