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Chibok: raparigas raptadas há dois anos aparecem num vídeo

O grupo armado Boko Haram publicou um vídeo na internet em que várias raparigas são identificadas como parte das jovens raptadas da escola na Nigéria há dois anos. No vídeo, apenas um homem fala reclamando a libertação dos presos políticos em troca da libertação destas raparigas. Depois uma das raparigas é chamada para comprovar que aquelas são as raparigas do cerco de Chibok. O pai desta, entretanto, já a identificou.

A 14 de abril de 2014, 276 raparigas foram raptadas de uma escola em Chibok, no nordeste da Nigéria. Cristãs e muçulmanas, foram levadas pelo grupo armado Boko Haram que luta contra o Governo do país e contra a laicidade das instituições, com a intenção de construir um califado muçulmano na costa ocidental de África.

O rapto coletivo originou a indignação nas redes sociais e várias celebridades se juntaram a uma campanha para recuperar as adolescentes. Mas a Bring Back Our Girls surtiu pouco efeito.

Até à data pouco se sabia do paradeiro das raparigas. As fugas individuais têm acontecido esparsamente e a informação que as raparigas trazem é incerta. Amina Ali Darsha Nkek foi a última rapariga a regressar a casa depois de dois anos de cativeiro e trazia com ela um filho de cerca três meses.

Agora, o vídeo que o Boko Haram pôs a correr nas redes sociais dá conta que 40 das raparigas casaram segundo os preceitos islâmicos – vê-se inclusivamente uma delas a segurar um bebé – e que um número indeterminado terá morrido. Nesse vídeo é também dito que algumas das raparigas se encontram feridas na sequência dos bombardeamentos levados a cabo pelas forças governamentais.

CM