Como o salário não sobe, elas reduzem o dia de trabalho

As islandesas têm já um plano para vencer a diferença salarial entre homens e mulheres, que está atualmente estabelecido entre os 14 e os 18 por cento. Contas feitas pelos sindicatos e pelas organizações femininas, não havendo equivalência nos salários, o caminho teria de ser feito pelo ajuste de tempo, fazendo com que elas deixassem os seus locais de trabalho pelas 14 horas e 38 minutos, ou seja, fazendo menos 14% do horário de trabalho.

A reivindicação instalou-se nas ruas do país, na segunda-feira, 24, com milhares de mulheres a abandonarem os seus postos de trabalho exatamente à hora definida.

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Apesar de o país estar entre os que menor discrepância registam em matéria de remunerações, a Islândia ainda tem 52 anos pela frente para estabelecer a absoluta igualdade.

“A Islândia é um bom país para se ser mulher”, declarou Vigdis Finnbogadottir, ex-presidente islandesa

“A Islândia é um bom país para se ser mulher”. A afirmação partiu de Vigdis Finnbogadottir, ex-presidente islandesa (1980 – 1996), a primeira mulher a ser eleita presidente democraticamente no mundo, estabelecendo um ponto de viragem num país que, em outubro de 1975, assistiu a uma greve contando com 90% das mulheres a protestar e a recusar trabalhar, cozinhar ou cuidar de filhos. Um ano depois via o parlamento aprovar a primeira lei pela igualdade salarial. Em 1999, a realidade era já outra, com mais de um terço dos deputados a serem do sexo feminino.

Hoje, a 52 anos dessa promessa de absoluta equiparação, a Confederação do Trabalho do país afirma ser “inaceitável tantos anos para corrigir a discrepância. É uma vida inteira”. Atualmente, a Islândia têm uma das legislações em licença parental mais equilibrada, convocando 90% dos pais islandeses no cuidado dos filhos, mas também envolvidos no trabalho doméstico. Recorde-se que, nesta matéria, a lei prevê nove meses de licença após o nascimento do bebé, sendo que três são para a mãe, três para o pai e mais três para um deles, como revelou a investigadora Sara Falcão casaco ao Delas.pt em fevereiro deste ano. “Os países nórdicos têm dado licenças parentais longas sem esquecer a partilha”, vincou Sara Falcão Casaca, a socióloga e investigadora do Instituto Superior de Economia e Gestão.

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