A Daniel Wellington chegou a Portugal e nós falámos com o Carl

(Fotografia de Jorge Amaral /Global Imagens)

Carl Rosenqvist é o Regional Marketing Manager para a Europa da Daniel Wellington, uma marca de relógios com um passado curto mas uma enorme pegada virtual. Só no Instagram, marca escandinava conta com mais de 3 milhões de seguidores e o engagement (o envolvimento dos visitantes da página) é tal que atualmente a quase totalidade de fotografias colocadas são feita por clientes – um relógio, um bouquet e um vestido de noiva; uma rapariga num campo de amendoeiras em flor, duas mãos antes de serem dadas… e tudo bonito, tudo produzido, tudo com imagens bem trabalhadas e com uma certa identidade.

Como é que se consegue incluir os clientes nesta narrativa? Como é que se transforma uma marca de relógios numa empresa de lifestyle continuando a vender relógios? Na abertura do ponto de venda em Lisboa, dentro da loja The Fitting Room, Carl Rosenqvist (CR) explica-nos o negócio dos relógios de aspeto muito simples, com maquinaria japonesa que a Daniel Wellington (DW) faz.

Quantos anos tem a Daniel Wellington? É uma marca de um grupo relojoeiro?

A marca faz este ano seis anos. A história da marca começa com Filip Tysander em 2011 e é uma marca dele, completamente independente.

Porquê criar uma marca de relógios?

Creio que a ideia inicial não era bem criar relógios. O Filip Tysander, numa viagem que fez à Austrália, cruzou-se no meio da rua com um cavalheiro inglês muito bem vestido. Ele tinha um estilo muito cool e trazia um relógio da Rolex. Tudo decorreu a partir daí. Filip acabou por se inspirar nesse homem que se chamava, precisamente, Daniel Wellington, e assim criou a sua linha com o estilo e o nome de Daniel Wellington. É daí que vem a marca – uma ideia de estilo de vida que se completa com um relógio.

Acredita que trazer a DW para Portugal é uma boa aposta?

Sim, penso que sim. A DW tem um estilo sofisticado e acredito que é um produto com bastante valor. É uma boa aposta trazê-la para outros países. Tem um estilo que se adapta bem a qualquer ocasião, são relógios unissexo, o que faz com que possam ser usados tanto por homens como por mulheres. Abrange todos os estilos.

Mas o País não é propriamente um grande mercado…

Portugal é um país fantástico. E nós queremos estar em todo o mundo, em todos os lugares onde exista um público para a nossa marca, para o nosso produto. Acredito que Portugal e o seu público irá apreciar os nossos relógios.

Quais as expectativas para o negócio aqui em Portugal?

Esperamos ser uma marca que as pessoas escolham quando precisarem de um relógio. Ser a marca a que se recorre sem refletir. Não consigo precisar/adiantar números. Esperamos ser uma das marcas líder de relojoaria em Portugal, e esperamos conseguir criar uma relação de compromisso com os nossos seguidores, criando um clube de fãs como fizemos noutros países. E para isso o Instagram é fantástico. Lá temos imensos seguidores: 3 milhões e a contar. Estamos presentes em várias plataformas, também no Snapchat… Os nossos seguidores criam conteúdos para o nosso Instagram. A maioria das fotografias que ali colocamos é das pessoas que apreciam os nossos produtos e tiram fotografias e as enviam.

Como é que essa estratégia começou? Foi pensada assim a entrada nas redes sociais?

O Instagram começou por servir para mostrar os relógios, mas agora é um fenómeno, com as pessoas a enviarem-nos as próprias fotografias.

Spring breathes new life into the world around us. (Photo via @jennywennypennypants) #DanielWellington

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Têm um editor de imagem, alguém que faça a seleção das fotografias?

Sim. Temos uma equipa que trata de fazer a filtragem das melhores fotografias, claro. Infelizmente não podemos mostrar todas. Recebemos imensas e algumas delas são mesmo muito boas. Tornou-se mesmo um fenómeno. Os nossos seguidores são, na sua maioria, novos e com muito talento para criar conteúdos para as redes sociais.

É uma forma de contacto privilegiado com o cliente, fazendo com que se sinta parte desta comunidade online?

Tentamos inclui-los de várias formas. Fazemos competições nas redes sociais, tentamos criar uma ligação de compromisso com os nossos seguidores. As redes sociais são uma boa forma de chegar perto e de comunicar com os nossos clientes. E, claro, temos uma página muito funcional a nível de contacto com o cliente, nomeadamente quando este apresenta dúvidas sobre o produto.

Quanto à experiência da compra, preferem vender online? Qual é a vantagem de estar fisicamente numa loja?

Para já, acredito que trabalhamos com os melhores parceiros. Por isso a experiência de comprar um relógio numa dessas lojas será algo bom. Estamos também a pensar abrir uma “pop up shop”, com os nossos relógios para que o cliente tenha a experiência completa.

O The Fitting Room é o único ponto de venda em Portugal?

Não, não. Há muito mais lojas, podem encontrar o local no nosso localizador de lojas do website da marca.

You're never more alive than when things get turned upside down. (Photo via @paulpayasalad) #DanielWellington

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Em quantos países já se encontra a DW?

Estamos neste momento presentes em cerca de 80 países.

E qual é o país mais distante em que está? Austrália?

Sim, Austrália (risos).

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