Dia das Jovens Mulheres nas Tecnologias da Informação

Raparigas nas tecnologias da informação precisam-se! Esta podia ser a palavra de ordem do dia que se assinala esta quinta-feira. O dia 27 de abril é a data escolhida pelas Nações Unidas e secundada pela Comissão Europeia para reforçar a importância do equilíbrio de género nas tecnologias da informação.

No mundo existem cerca de 7 milhões de pessoas a trabalhar nas tecnologias de informação e comunicação (TIC) mas dessas apenas 30% são mulheres, ou seja, são apenas 2 milhões e cem mil os postos de trabalho do setor ocupados por membros do sexo feminino.

Porque é que trazer mais mulheres para o setor das tecnologias da informação é importante? Porque, como em muitos outros setores, diversidade significa mais criação de emprego, mais oportunidades de negócio e, no fundo, mais dinheiro.

No caso das TIC, os valores estão cima da mesa desde outubro de 2013, data em que a Comissão Europeia publicou um estudo sobre o assunto: seria possível aumentar o produto interno brito (PIB) da Europa em 9 mil milhões de euros caso os postos de trabalho fossem igualitariamente distribuídos entre homens e mulheres.

Há mais dados tipificados neste setor: por cada mil mulheres europeias que têm um título universitário apenas 29 se formaram nas áreas relacionadas com as TIC, na mesma comparação os homens com diploma em TIC são 95 por cada mil. Das que se licenciam em TIC apenas 4 virão a exercer profissões diretamente relacionadas com essas áreas de formação. Na liderança as diferenças também se veem: apenas 19% das chefias são mulheres, quando nos setores não TIC essa relação de direções intermédias e superiores sobe para 42%.

Os dados portugueses também são conhecidos. Apesar de 54% dos alunos das universidades serem jovens mulheres, nos cursos das TIC elas são apenas 18%. E, ao contrário do que seria de esperar com a familiarização nas novas tecnologias em todos os setores da sociedade, o interesse das mulheres pela TIC tem vindo a decrescer, sendo cada vez menos as que se inscrevem nos cursos e as que exercem uma profissão nesta área, num país onde, em 2020, vão ser necessários mais 18 mil profissionais.

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