Diogo Miranda, a importância dos tecidos

Branco e preto foram as cores predominantes na coleção de outono-inverno 2016/17 de Diogo Miranda. Surgiram, no entanto, apontamentos de azul e cinzento.

A elegância moderna característica das criações de Diogo Miranda foi nesta coleção valorizada pela irrepreensível escolha de tecidos. Um facto que destaca esta coleção das anteriores do designer. Para além da qualidade e do brilho certo, a maior parte dos tecidos escolhidos tinha texturas que sabiamente foram combinadas entre si.

As formas variaram entre o justo e fluido, criando silhuetas longas e esguias, ao volumoso de formas bem marcadas mas sem serem demasiado pesadas. Dos detalhes retemos os botões grandes, os cintos finos, as rachas atrás em saias e vestidos, as sobreposições, as alças fininhas, os ombros à mostra, as mangas presunto e os machos costurados a meio formando quase um laço.

Dos tecidos, se tivéssemos de levar apenas um para casa seria o de riscas pretas de várias larguras e níveis de transparência. Quanto às peças de roupa já é mais difícil escolher, mas se tivéssemos de o fazer, queríamos todos os vestidos em preto e branco, compridos e curtos, todos mesmo. E as jardineiras, claro, que são, provavelmente, as peças mais frescas de toda a coleção.

O desfile de Diogo Miranda foi a prova de duas coisas: a primeira é que é possível manter uma linha criativa e manter-se original, e a segunda é que os materiais são um fator fundamental em qualquer coleção e que têm de deixar de ser subestimados.

 

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