Discriminação no Facebook é uma questão de género

Discriminação no Facebook é uma questão de género

Mais de 1,5 mil milhões de utilizadores ativos diários, 500 milhões de fotografias partilhadas por dia e 510 comentários feitos a cada minuto. No Facebook há de tudo, o bom e o mau, o correto e o menos delicado, há comentários racistas e discriminatórios. E, também aqui, garante um grupo de especialistas espanhóis, o género influencia quem os faz. O que significa que há comportamentos típicos femininos e masculinos na Internet, assim como diferenças entre eles e elas no uso das redes sociais.


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Inserido no projeto ‘Internet: Creatively Unveiling Discrimination’ (I.CUD), uma iniciativa da União Europeia que resulta da preocupação com os conteúdos racistas publicados na Net, o estudo, realizado por um grupo de sociólogos da universidade espanhola Rovira i Virgil, de Tarragona, e publicado na revista Comunicar, debruçou-se sobre as expressões de discriminação usadas no Facebook por jovens com idades entre os 17 e os 24 anos.

Com base em 493 perfis oriundos do Reino Unido, Itália, Bélgica, Roménia e Espanha, os países que participam no I:CUD, foi possível encontrar 363 exemplos para análise. Os perfis, assim como os conteúdos publicados no último ano, foram investigados e os comentários classificados tendo em conta se eram ou não discriminatórios ou racistas. Análise que permitiu concluir que são os jovens do sexo masculino com menos estudos os que mais partilham conteúdos discriminatórios no Facebook. Pelo contrário, quem menos os faz são as estudantes universitárias.

Mas nem só a quantidade foi avaliada. A intensidade do conteúdo foi também tida em conta, o que permitiu verificar que existem padrões diferentes entre homens e mulheres jovens. Enquanto os homens jovens têm uma atividade mais direta – publicam e partilham mensagens com conteúdos mais claramente discriminatórios, sobretudo dirigidos a grupos de etnia diferente e minorias culturais -, as mulheres usam estratégias mais indiretas. Aceitam e difundem conteúdos de terceiros, através da partilha e dos chamados ‘likes’, mas com menos evidência. E com alvos diferentes, que incidem sobretudo na classe social e aparência física.

David Dueñas i Cid, investigador do Social and Business Research Laboratory da universidade catalã e o principal autor do estudo, salienta as limitações da investigação que liderou. Mas reforça a relação entre jovens de sexo diferente e o seu comportamento online. É que, refere citado pela rede Sinc, “a vida online não deixa de ser um reflexo da realidade offline, com a diferença de que as atividades podem ser registadas num espaço que se converteu em público ou semipúblico, o que ajuda a dar-lhes relevância, visibilidade e permanência. Movemo-nos na Internet de um modo semelhante ao que faríamos no mundo real, mas na Net as palavras não as leva o vento”.

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