Eduarda Abbondanza: “Nunca fui destrutiva, fui sempre construtiva”

A estilista Eduarda Abbondanza

Cresceu nas ruas de Campo de Ourique, em Lisboa, a subir às árvores, a andar de bicicleta e a fazer construções de Lego no quintal. Mas não de calças rasgadas e roupa suja. A criadora da Moda Lisboa “era uma maria-rapaz stylis”. Uma doença aos 8 anos e a necessidade de assimilar a dor e construir por cima dela. Gosta de consertar. Em casa, miúda, era ela quem devolvia a utilidade aos ferros de engomar avariados. “Não era daquelas crianças que desmontam um brinquedo para ver o interior e depois este fica ; estragado. Eu consertava coisas.”

Quis fazer o mesmo com as pessoas. “Tive amigos que escolheram vidas ; destrutivas. Acompanhei-os até ao limite. Alguns recuperaram, outros tive de deixar partir.” A doença, que lhe bateu à porta uma e outra vez – a última e mais grave em 2012 –, ensinou-lhe o principal. “Aprendi a enfrentá-la. Nunca perdi a fé, ganhei-a.” Eduarda Abbondanza – o apelido é herança do primeiro marido, italiano – não tem idade. E não é porque o mundo da moda exige juventude. “Vivo por ciclos. Antes mudava de país, agora, quando fecho ciclos, mudo de casa.” Mudou-se há três anos, assim que concluiu os tratamentos de quimioterapia. Construir a partir do sentimento maior é um lema. “O amor é o que me motiva. Nunca fui destrutiva, fui sempre construtiva.”

Supersticiosa
Só utiliza o número 13 para jogar no Totoloto. “Sou supersticiosa. Não gosto de tesouras abertas nem de facas cruzadas.”

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