Em dia de eleições, Le Pen vai ter pastéis de bacalhau à espera dela

É português, emigrante em França e é dono de um dos restaurantes preferidos dos mais altos quadros da Frente Nacional, partido de extrema-direita liderado por Marine Le Pen. Nas paredes deste 53 B, da Rue des Suisses, em Nanterre, La Defense, mesmo ao lado da sede do partido de extrema-direita que, há até imagens que documentam essa ligação, fotografias do fundador do partido – o pai da candidata – mas também da própria Le Pen.

O Chez TonTon é considerado, há muito, “ a cantina da Frente Nacional”, Manuel Domingos orgulha-se disso e, não sabendo se vai ter a mulher que se candidata ao Palácio do Eliseu à sua mesa em dia de primeira volta nas presidenciais francesas, que decorrem este domingo, 23 de abril, certo é que o diretor de campanha já ligou a marcar lugar para ele.


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“Não posso garantir a 100% que ela venha cá nesse dia, mas também não precisa de marcar. Esta casa também é dela e está sempre aberta. O diretor de campanha dela, esse, vai estar cá a jantar no domingo”, conta Manuel Domingos ao Delas.pt. E o menu já está escolhido:

“Vamos ter bolos de bacalhau, pastéis de camarão e carapauzinhos fritos com arroz”, anuncia o empresário de 55 anos, há 37 em França, e casado com uma portuguesa.

Para Domingos, “Marine deveria ganhar a eleições porque merece, porque é uma mulher muito popular, muito aberta, tal como todas as pessoas que trabalham com ela”.

As posições que a líder de extrema-direita tem relativamente aos imigrantes não assustam este empresário da restauração, que já jantou algumas vezes com Jean-Marie Le Pen e a filha.

Concorda, aliás, com elas e explica porquê: “O que ela dizer é que não aceita que cheguem imigrantes a França que nunca contribuíram para o Estado e que começam a receber tudo. Ela não é contra quem cá está, contra os que sempre trabalharam honestamente e sempre quotizaram e as pessoas não compreendem essa diferença”, vinca, lembrando que é nela que vai votar.

“Não me envergonho de ser adepto do partido”, reforça, porque “ela tem razão e está a falar a verdade”.

“É preciso limitar as fronteiras, o banditismo”, acrescenta, lamentando o tiroteio em pleno coração da capital francesa, que vitimou um polícia e que teve lugar na noite de quinta-feira, 20 de abril.

Imagem de destaque: Shutterstock

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