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Hoje não é um bom dia para ter bebés

Fazer o parto em casa dá 3800 euros

A greve de zelo dos enfermeiros especialistas em saúde materna e obstetrícia marcada para hoje está a afetar os blocos de partos das maternidades. A greve convocada pelo movimento Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstetrícia (EESMO) serve para chamar a atenção para as condições de trabalho deste profissionais de saúde que, apesar de prestarem cuidados específicos nesta área da saúde feminina, são remunerados como enfermeiros generalistas.

A greve que se inicia esta segunda-feira está convocada por tempo indeterminado.

Em declarações à agência Lusa, Luís Mós do EESMO, explicou que os enfermeiros especialistas deixam a partir de hoje de prestar cuidados diferenciados em protesto contra o não-pagamento desta especialização, ou seja, assistiram as parturientes apenas dentro dos cuidados gerais.

“Vamos pôr em prática o contrato que temos com o ministério. Ou seja cumprir as funções de enfermeiro generalista”, disse o ativista.

“Há dez anos que estamos a ser usados a nível hospitalar como enfermeiros especializados, mas o contrato que assinámos é de enfermeiro generalista. Portanto, não nos podem impor nem alterar o contrato unilateralmente.”

Segundo a Ordem dos Enfermeiros, que apoia os profissionais neste protesto, existem cerca de 2.000 enfermeiros que, apesar de serem especialistas, recebem como se prestassem serviços de enfermagem comum.

Carla Macedo com LUSA