Envelhecer não é “assim tão assustador”. Palavras de Stone, Fonda e Woodard

“Somos tão velhas quanto nos sentimos. A idade que temos é aquela que decidimos que queremos ter. E eu ainda estou aqui para as curvas”. A mensagem não podia ser mais inspiradora. Alfre Woodard, de 63 anos, foi uma das convidadas para falar sobre o envelhecimento em Hollywood. Juntaram-se-lhe Jane Fonda, de 78, e Sharon Stone, de 53.

Três mulheres com carreiras de sucesso, três gerações, o mesmo estado de espírito. “Se me dissessem, quando eu tinha 20 ou 30 anos, que aos 70 iria ser ainda mais feliz, eu diria que estavam doidos”, assegurou Jane Fonda. O segredo está no facto de aprenderem a sentir-se “mais confortáveis” consigo mesmas, completou Sharon Stone.

“Não quero ter um prazo para poder expor as minhas pernas flácidas na praia” (Alfre Woodard)

O encontro (promovido pela ‘AARP The Magazine’) entre as atrizes, todas com projetos profissionais assegurados – Woodard e Stone estão a trabalhar nos seus próximos filmes, enquanto Fonda protagoniza a série da Netflix ‘Grace e Frankie’ – as três foram ainda mais longe. Porque não basta “abraçar” a idade. É preciso orgulharmo-nos dela. “Não quero ter um prazo para poder expor as minhas pernas flácidas na praia, ou dizer ‘Tenho mais de 50 anos, não posso vestir isto…”, frisou Woodard. “Não! Este é o meu rabo de 63 anos e eu sinto-me livre e feliz com ele”.

“Eu era tão velha quando tinha 20 anos – era cínica, não tinha esperança e andava a navegar pela vida. Aconteceu o mesmo aos 30” (Jane Fonda)

Fonda, Woodard e Stone aceitaram o desafio da revista norte-americana porque são “a prova viva”, escreve a própria publicação, “que os pós-50 são o que fazemos deles”. A primeira iniciou a sua carreira no cinema na década de 1960. No ano passado, foi nomeada – pela 15ª vez – para um Globo de Ouro. O avançar da idade trouxe-lhe resiliência em termos emocionais. “Eu era tão velha quando tinha 20 anos – era cínica, não tinha esperança e andava a navegar pela vida. Aconteceu o mesmo aos 30”, conta a filha do ator Henry Fonda (1905-1982), que aos 18 anos deixou o Vassar College – uma das mais antigas e conceituadas instituições privadas de ensino e de artes nos EUA – para seguir os passos do pai no mundo cinematográfico. “Eu não sabia quem era”.

O percurso de Woodard não foi fácil. Nasceu em Tulsa, no estado de Oklahoma, e mudou-se há mais de 40 anos para Los Angeles. Disseram-lhe que na indústria do entretenimento norte-americano não havia lugar para atrizes afro-americanas. Hoje, conta com quatro prémios Emmy, três deles pelo seu desempenho enquanto protagonista nas séries ‘The Practice’, ‘Hill Street Blues’ e ‘L.A. Law’. “Muitas pessoas com apenas 30 anos queixam-se de dores nos joelhos”, recorda.

“Só o facto de estar viva já é bastante entusiasmante” (Sharon Stone)

Sharon Stone, que no início da década de 1990 interpretou a sedutora serial killer no filme ‘Instinto Fatal’ e ficou conhecida pelo cruzar de pernas mais intenso do cinema, pouco ou nada se importa com o envelhecimento. “Só o facto de estar viva já é bastante entusiasmante”, disse a atriz, que em 2001 sofreu de um AVC, que a obrigou a reaprender a falar e a andar. O acidente vascular cerebral ainda lhe desfigurou parte do rosto. E quanto à aparência de uma mulher que passou meio século de vida? “Qual é a questão? Também tenho olhos verdes. E então?”, terminou. “Sim, envelhecer não é assim tão assustador”, acrescenta Jane Fonda.

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