Será esta a mais extensa coleção de beijos do mundo?

A preto e branco ou a cores. Mais velhos ou mais novos. Homens e mulheres, homens e homens e mulheres e mulheres. Paixão, amor, amizade, carinho, gratidão. Meia dúzia de países, 20 cidades, mais de 1500 imagens. É este o resumo do trabalho do argentino Ignacio Lehmann, que se propôs a captar beijos em todo o mundo. A única condição: que fossem beijos dados em público.

“Ignacio possui a mais extensa e a mais expressiva coleção de beijos”, lê-se no site do fotógrafo. Uma coleção que é o resultado de três anos de viagens com paragens em Nova Iorque, Londres, Paris, Cidade do México, Tóquio, Kyoto, Amesterdão, Florença, Veneza, Bogotá, Barcelona ou Buenos Aires. Cidades que “mudam a fotografia”, diz o próprio, essencialmente porque “os ambientes influenciam as pessoas”.

“No momento de beijar, todos, de uma forma ou de outra, nos assemelhamos. Os beijos colocam-nos no mesmo plano”

“O projeto [intitulado 100 World Kisses] chama a atenção por causa do seu senso de humanidade único, original e revitalizante, destacando a necessidade de focarmos a nossa atenção nos aspetos mais puros, básicos e essenciais da vida”, explicou Lehmann. “No momento de beijar, todos, de uma forma ou de outra, nos assemelhamos. Os beijos colocam-nos no mesmo plano, sem que se dê importância à nossa origem, educação ou ao dinheiro que temos no bolso. É um bom símbolo para romper com fronteiras e com todas as circunstâncias que criam discriminação e violência”, acrescentou em declarações à BBC.

A ideia de “100 World Kisses” surgiu em 2012. “Foi espontâneo. Nunca imaginei que milhares de pessoas em todo o mundo fossem seguir as minhas fotos todos os dias”, contou, referindo-se à sua página de Facebook, atualmente acompanhada por mais de um milhão de internautas.

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Entre as mais de 1500 imagens encontram-se todo o tipo de beijos. E a sua imortalização está, muitas vezes, dependente da história que esconde. “Muitas vezes converso com os protagonistas. O que uma fotografia desperta em mim pode ser diferente para outra pessoa’. O que sinto ao ver uma imagem hoje pode ser diferente amanhã”, justificou Ignacio Lehmann.

E será que valeu a pena as “muitíssimas horas na rua, a observar”? Valeu. Porque as situações retratadas têm “o poder de transmitir um momento especial”.

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