Princesa Diana: “No dia seguinte ao casamento tentei cortar os meus pulsos”

Só dois dias antes do seu casamento com o príncipe Carlos, a 29 de julho de 1981, é que Diana de Gales percebeu o impacto que a cerimónia teria – no povo britânico e em si mesma. É assim que começa a segunda parte das transcrições das gravações que deixou ao jornalista Andrew Morton, divulgadas esta segunda-feira.

“Tive um ataque de bulimia muito mau na noite anterior. Comi tudo o que poderia encontrar (…) Ninguém entendia o que se estava a passar. (…) Era um indicador do que viria a seguir”, narra a princesa de Gales sobre a véspera do matrimónio com Carlos de Inglaterra, realizado na Catedral de Saint Paul, em Londres, mas transmitido para todo o mundo através da televisão.

“Quando saímos [da igreja], foi maravilhoso: estava toda a gente a acenar-nos e feliz, porque pensavam que nós estávamos felizes. Havia um grande ponto de interrogação na minha mente”.

A mãe de William e Harry, que morreu num acidente de viação a 31 de agosto de 1997, sentiu-se desde sempre relegada para terceiro plano. “Pensava que a mulher tinha prioridade [em relação à mãe de Carlos, a rainha Isabel II]. Que pensamento estúpido!”, confessa.

“Estava muito magra. As pessoas comentavam que se viam os ossos. (…) [Mo dia seguinte] Estava tão deprimida que tentei cortar os meus pulsos com lâminas de barbear”.

Em outubro, Diana soube que estava à espera do primeiro filho. A gravidez não foi fácil, com a princesa a recusar medicação para a depressão de forma a não colocar em risco o bebé. “Com [a gravidez do] Harry não foi tão complicado”, recorda. William nasceu a 21 de junho de 1982.

“Quando a rainha foi ver ao hospital, olhou para a incubadora e disse: ‘Graças a Deus que ele não tem as orelhas do pai'”.

À tristeza que já sentia – e que admite ter sido em grande parte culpa do romance secreto que Carlos mantinha com Camilla Parker Bowles, com quem hoje é casado – juntou-se uma depressão pós-parto.

“No batizado do William [a 4 de agosto] fui completamente ignorada. Senti-me desesperada”.

As transcrições das cassetes deixadas a Andrew Morton serão divulgadas até ao próximo dia 17, data de lançamento ‘Diana: Her True Story — In Her Own Word’.

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