‘The Good Wife’: 8 coisas que vão deixar saudades

O último episódio da sétima (e derradeira) temporada de ‘The Good Wife’ é emitido esta noite na Foxlife, às 23.15. A série que, entre 2009 e 2016, prendeu milhões de fãs ao pequeno ecrã, criada por Michelle e Robert King, arrecadou vários prémios, entre os quais cinco Emmys.

Galardões à parte, esta noite os aficionados de Alicia Florrick vê-la-ão, uma última vez.

O poder (e a elegância) de Alicia: Julianna Marguiles bem pode agradecer à sua Alicia Florrick, a personagem que a catapultou para a notoriedade internacional. Alicia que, no início da trama é mãe a tempo inteiro, esposa exemplar do procurador do estado do Illinois, Peter Florrick, vê-se catapultada para o meio de um turbilhão mediático quando o marido é apanhado num duplo escândalo: sexual e de corrupção. Inicialmente para sustentar os filhos, Zach e Grace, e depois para vingar como profissional, a heroína da história volta a exercer advocacia na Stern, Lockhart & Gardner. Sempre com os seus impecáveis fatos, saia e casaco, alternados com vestidos que até Michelle Obama usaria (como aconteceu, efetivamente, num episódio da quinta temporada, em que Alicia usa o mesmo fato Michael Kors eleito pela primeira-dama norte-americana).

Peter Florrick, o sacana mais sedutor da TV: a personagem interpretada por Chris Noth (e, ó, tão dramaticamente diferente do nosso adorado Mr. Big de ‘O Sexo e a Cidade’) seria, no mundo real, odiada por toda a gente. Pelo menos pelas mulheres, uma vez que Florrick, no início da trama, é preso por usar dinheiro estatal para contratar prostitutas. Ao longo da série, o ex-procurador vai ser uma presença constante na vida de Alicia (como um fantasma). Oficialmente, o casamento só chega ao fim quando, já nesta temporada, a advogada exige o divórcio.

Michael J. Fox 4ever: vamos ser honestos. Michael J. Fox até poderia aparecer num só episódio que teria de figurar nesta lista. O ator, que marcou a geração da década de 1980 ao protagonizar a saga ‘Regresso ao Futuro’ é, em ‘The Good Wife’, o desconcertante Louis Canning, o advogado que, ora é amigo, ora inimigo feroz de Alicia. Ao longo das sete temporadas, Canning protagonizou momentos hilariantes, enfurecedores e, mais para o final, até oferece emprego à advogada.

A ambiguidade perigosa (e sexy) de Kalinda: se ‘The Good Wife’ era a sua série-fétiche, então Kalinda foi (pelo menos até à sua morte, na sexta temporada) a sua paixão platónica. A saída da atriz Archie Panjabi da série foi um dos momentos mais criticados pelos fãs. Kalinda, a detetive privada que não olha a meios para atingir os fins, começa por ser amiga de Alicia mas, ao longo da trama, a sua forma pouco ortodoxa de trabalhar vai torná-la um incómodo.

Quem não quereria trabalhar na Stern, Lockhart & Gardner?: vamos reformular este ponto. Quem não gostaria de trabalhar com Diane Lockhart, a destemida advogada que, atravessando crises financeiras, escândalos, nunca deixa de manter a sua impecável (e quase impenetrável) pose. Um dos mais fascinantes papéis desempenhados pela atriz Christine Baranski.

As histórias dentro da história: à semelhança de séries como ‘CSI’ ou ‘Ossos’, também ‘The Good Wife’ apresenta um caso por episódio, cuja resolução era apresentada no final (as denominadas procedural series). As micronarrativas, ao longo destas nove temporadas, ajudaram a colorir a história principal, centrada na luta pela independência de Alicia, nos seus amores e desamores.

Os amores de Alicia: a advogada começa por ser a esposa ideal (the good wife) ao lado do marido, Peter. Depois da traição pública, Alicia tem um caso com Will Gardner. O romance dura pouco, uma vez que a protagonista continua a amar o marido. O romance com Gardner acaba tragicamente, com a morte do advogado, na quinta temporada. Finn Polmar, o atraente promotor do ministério público conquista Alicia mas, ao envolvê-la num escândalo de fraude eleitoral, acaba por, mais uma vez, lhe partir o coração. Nesta última temporada, envolve-se com o detetive privado Jason Crouse, o homem que, finalmente, a vai fazer enfrentar o ainda marido.

A realidade é sempre mais estranha do que a ficção: as histórias reais de homens influentes que são apanhados em escândalos sexuais são sempre sumarentas, quer para a agenda mediática, quer para a ficção televisiva. Não é por acaso que os criadores de ‘The Good Wife’ se inspiraram em casos célebres, como o de Bill e Hillary Clinton (quem não se lembra da célebre frase, referente a Monica Lewinsky, ‘i did not have sex with that woman‘?). Mas a contemporaneidade de ‘The Good Wife’ vai além dessa linha narrativa. Os desafios que as empresas de advogados enfrentam num mundo em constante mutação, as fugas de informação, estiveram sempre presentes ao longo das sete temporadas. Houve até episódios inspirados em Edward Snowden, o analista da Agência de Segurança Nacional norte-americana que, em 2013, tornou públicos milhares de documentos que comprovavam que o governo dos Estados Unidos espiava os seus próprios cidadãos.

 

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