Ivanka e Chelsea: As filhas dos candidatos entram na corrida. Será que é para ficar?

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Cinquenta e um milhões de mulheres com menos de 45 anos vão votar nas presidenciais americanas. O apelo ao voto das mulheres jovens tem sido feito pelos candidatos à esquerda e à direita. Ivanka Trump na Convenção Republicana subiu ao palco para jogar essa cartada pelo pai, com um discurso apontado por muitos como feminista e que a trouxe para ribalta política. A filha do milionário é uma empresária em nome próprio e é também uma guru das mulheres empreendedoras – no site de conteúdos que criou, e também no livro ‘Women who work’ ( ‘Mulheres que trabalham’) lançado este ano em inglês, Ivanka dá especial atenção às mulheres de carreira, não esquecendo a maternidade, a casa e a moda.

Ontem, foi a vez de Chelsea Clinton entrar na campanha, numa conversa promovida pelo Facebook Live e a revista Glamour no foyer da convenção democrata. A filha de Hillary sentou-se ao lado da guionista e atriz Lena Dunham (‘Girls’) e a atriz America Ferrera (‘Betty, a feia’) para comentarem as linhas de ação que a primeira mulher candidata às presidenciais dos EUA apresentou no discurso de consagração. A jornalista Cindi Leive, diretora do título feminino, orientou as perguntas para os benefícios que as mulheres podem colher da candidatura de Clinton para logo a seguir tentar descortinar as diferenças entre os dois candidatos. O filão do voto feminino foi descoberto, e uma vez que Ivanka disse que o pai, chegando a Presidente dos EUA, irá “lutar pelo salário igual para trabalho igual” e “tornar os jardins de infância de qualidade acessíveis e a preços razoáveis para todos” era imprescindível perceber o que separa as candidaturas.

Uma das estratégias comum aos democratas nesta convenção foi desconstruir o discurso de Trump. Michelle Obama, por exemplo, disse que os EUA já são um grande país, onde todas as pessoas podem aspirar ser Presidentes, independentemente da cor da pele e da língua que os pais falam.

A questão da jornalista a Chelsea “Se lhe pudesse fazer uma pergunta [a Ivanka] sobre como é que o pai dela vai fazer isso, que pergunta seria?”. E foi nessa altura que a filha de Hillary explanou a sua perspetiva sobre as diferenças entre dos dois candidatos à Casa Branca:

“Fazia justamente essa pergunta, ‘como é que ele vai fazer isso?’, uma vez que nunca houve uma referência a esse assunto pela parte dele, não há referências no site da campanha, não havia há um mês não havia há uma semana.”

“É mesmo importante para mim que a minha mãe, nestas eleições, tenha dito com é que vai fazer tudo. Estejamos a falar do controlo das armas ou de proteger o direito das mulheres à livre escolha [ao aborto]… E também explica como é que vamos pagar cada coisa, que é uma coisa que me parecer super importante.”

Depois, Chelsea apresentou linhas de ação de Hillary, algumas delas herdadas também da campanha de Bernie Sanders: a universidade grátis para agregados com rendimentos abaixo de 125 mil dólares por ano, legalização do aborto, acesso ao sistema de saúde. As eleições presidenciais americanas são em novembro. Os candidatos dos dois partidos estão escolhidos. E é cada vez mais evidente que ambos vão usar as filhas para chegar ao coração das mulheres. Será que depois das eleições vamos ver, em vez de primeira-dama, uma primeira-filha?

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