Já começou a Semana de Moda de Londres

Models present creations at the House of Holland catwalk show at London Fashion Week Autumn/Winter 2016 in London, Britain February 20, 2016. REUTERS/Neil Hall - RTX27UW8

O calendário marca o início de mais uma semana de moda. Depois de Nova Iorque, é a vez de Londres receber as propostas dos designers para a próxima estação quente, a primavera-verão de 2017. O evento arrancou esta manhã com pequenas apresentações de coleções à imprensa global e aos vultos da indústria e prossegue com desfiles de marcas como Burberry, House of Holland, Petter Pilotto, Mulbery, Paul Smith, entre outras.

Em Londres, a inovação e a criatividade continuam a ser palavras de ordem. Conhecida por ser a mais arrojada ao nível das propostas, a semana de moda, que duas vezes por ano assenta arraiais no coração do Reino Unido, serve de rampa de lançamento para muitos designers novatos. Foi exatamente este o evento que lançou a carreira de um muito jovem Christopher Kane, há dez anos, e abriu caminho para o tremendo sucesso da marca Marques’ Almeida, da responsabilidade dos designers portugueses Marta Marques e Paulo Almeida.

No total serão cinco dias inteiramente dedicados à moda e ao design têxtil, com veteranos a partilharem a passerelle com talentos emergentes.

As exceções: quem segue o formato “see now/buy now” (veja agora/compre agora)?

Nesta edição da Semana de Moda de Londres há quem não vá apresentar vestuário para o verão de 2017, mas sim para este outono-inverno que está à porta – uma mudança de paradigma impulsionada pelo formato “see now/buy now”, que vem acabar com os seis meses de espera que decorrem entre a apresentação de uma coleção em passerelle e a chegada da mesma às lojas.

Christopher Bailey, CEO e diretor criativo da Burberry, foi o primeiro designer a anunciar a intenção de disponibilizar para venda imediata as peças apresentadas na passerelle, após os desfiles. Estávamos em fevereiro de 2016. A intenção mantém-se e vai agora ser posta em prática. Por isso, as peças da Burberry que serão apresentadas no próximo dia 19 ficarão logo disponíveis para consumo, tanto nas lojas físicas da marca como na loja online. E que peças serão essas? Casacos, sobretudos, botas. Tudo para ser usado já na estação fria que se avizinha.

Esta é apenas uma parte da estratégia de Bailey para a Burberry. Isto porque o designer também quer juntar, e vai juntar, num só desfile, as propostas femininas e masculinas das três linhas da marca, Prorsum, London e Brit. Com tantas mudanças, é natural haver alguma confusão, mas Christopher Bailey deixa tudo bem claro ao batizar as suas coleções com os meses do ano em que são apresentadas, setembro e fevereiro.

Também algumas peças de roupa da Topshop Unique, a linha de vestuário premium da marca Topshop, ficarão disponíveis logo após o desfile, com data marcada para dia 18. “Os nossos clientes procuram o imediato. Com a proliferação das redes sociais, o molde ‘see now/buy now’ tornou-se a estratégia mais lógica para a Topshop Unique”, justificou a diretora criativa da marca, Kate Phelan.

Ver, comprar, usar é igualmente o lema da Jigsaw, uma marca de vestuário menos sonante que este ano integra o calendário de desfiles da Semana de Moda de Londres. No dia 16, a marca vai dar a conhecer ao público as suas propostas femininas para este outono-inverno, num desfile que será transmitido em direto no Facebook, e após o qual todas as peças ficarão disponíveis para venda.

Imagem de destaque: Reuters

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