Latinas conquistam comédia nas TVs norte-americanas

America Ferrara e Eva Longoria no palco dos Globos de Ouro

São atrizes, são latinas e estão atualmente na linha da frente da comédia televisiva norte-americana. Gina Rodriguez, Eva Longoria e America Ferrara interpretam novos formatos de humor nos canais dos Estados Unidos da América, tudo num país onde a comunidade hispânica ganha cada vez mais expressão. Um poder a que Hollywood parece começar a converter-se lentamente. Se não, olhemos para os números: a comunidade hispânica conta já com 55 milhões de pessoas, quase um sexto da população do país, superando a comunidade negra.
Com ‘Betty Feia’ no currículo, America Ferrera é uma das recém-chegadas às grelhas noturnas de televisão. A atriz é agora protagonista de ‘
Superstore’, às segundas-feiras à noite na NBC, uma série sobre funcionários da gigantesca loja ‘Cloud 9’ que lidam com clientes, saldos, com críticas e com disputas de produtos. Depois deste olhar sobre o mundo por detrás do retalho e dos recursos humanos, chega Eva Longoria, que faz paródia dos bastidores de uma novela. Na ‘Telenovela’ (nome da série), a dona de casa desesperada dá vida a Ana Sofia Calderon, protagonista de uma novela hispânica, mas que desconhece a língua. Ambas juntam-se agora a Gina Rodriguez, a estrela da popular e elogiada série ‘Jane, the Virgin’, uma ficção adaptada do original venezuelano que procura explorar a identidade latina da personagem, mas também pôr em evidência a relação dela no quotidiano de um país como os Estados Unidos da América.
Se estas duas ficções satirizam o já dominante e poderoso mundo dos conteúdos hispânicos no universo televisivo norte-americano e procuram pôr em evidência a etnicidade desse influente mundo, já em ‘Superstore’, o caso é diferente, como América Ferrara afirmou numa entrevista recente::

“Esta foi a primeira vez que me ofereceram um papel que não especificamente escrito para um ator latino. Todas as personagens desta série foram desenhadas sem traços étnicos específicos. O que eles estão a fazer com estes castings é novo e interessante porque foram à procura de atores que lutaram por um papel. No final, o escolhido podia ser latino, negro, asiático, judeu. Creio que esta tomada de posição foi realmente revolucionária no que diz respeito ao mundo dos castings televisivos”.

Na verdade, a questão da diversidade volta a estar em evidência depois da polémica em torno dos Óscares, cujas listas de nomeados elencam apenas atores caucasianos, gerando protestos de várias estrelas de Hollywood e um movimento na rede social Twitter já conhecido como #oscarssowhite. Mais: Viola Davis, galardoada com o SAG Awards para melhor atriz na série ‘Como Defender um Assassino’, pediu para que a “diversidade não fosse apenas um trending topic (tópico mais falado na net).

Donald Trump, candidato à Presidência dos Estados Unidos deve estar a suar frio com tanta latina na TV. É que ele afirmou que as latinas que invadiam os EUA eram todas iguais.

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