Família não brinca: mães, pais, filhos e… televisão

Dia da Família é o dia 15 de maio e para assinalar a data a marca de sumos TriNa apresentou um estudo sobre os hábitos de convívio e tempo livre das famílias portuguesas e os resultados não são muito animadores.

O estudo ‘Hábitos de brincadeira entre pais e filhos portugueses’ revela que a televisão é forma preferida das famílias portuguesas passarem tempo em comum, tanto aos dias de semana como aos fins de semana, ainda que nos dias livres de trabalho a proporção de utilização de televisão diminua. 80% dos pais revela que o faz aos dias semana, contra de 70% aos dias de semana.

Brincar em casa é a segunda atividade que ocupa as famílias – 71% durante a semana e 62% ao fim de semana. Durante a semana, cerca de 40% diz ler um livro em conjunto, jogar um jogo ou jogar um jogo de computador ou consola. Ao fim de semana esses valores diminuem e as idas ao parque infantil, andar de bicicleta, jogar à bola ao ar livre ou idas ao cinema passam a dominar as respostas. Para a coordenadora do estudo, a psicóloga clínica Cecília Galvão:

“Brincar é uma atividade essencial para o desenvolvimento das crianças. É muito importante que as famílias tenham tempo para brincar e consigam escolher atividades que sejam não só divertidas, mas também permitam a aprendizagem de atitudes e comportamentos desenvolvendo as capacidades e competências das crianças. Ver televisão pode ser muito enriquecedor em matéria de informação, no entanto não deve ser o espaço preferencial de relação.”

Comparando os géneros das crianças, as raparigas são quem passa mais tempo em casa, quer durante a semana, quer ao fim de semana. 83% vê televisão durante a semana, diminuindo para 71,6% aos fins de semana. Brincar em casa também é um dos passatempos favoritos durante os 7 dias da semana. As idas ao parque infantil (65%), andar de bicicleta, (48,2%), jogar um jogo, (42,1%) e as idas ao cinema, (42,1%), são das atividades favoritas das raparigas aos fins-de-semana.

Os rapazes dedicam-se à televisão (82,6%), e depois aos jogos de computador ou consolas (48,8%), andar de bicicleta (28,6%) ou à construção de legos (28,5%). Já aos fins de semana, a atividade favorita continua a ser ver televisão (67,1%) seguida de jogar à bola ao ar livre (62,4%). As brincadeiras em casa e as idas ao parque também se intensificam.
Para a Psicóloga Clínica:

“Estes valores podem traduzir a necessidade de atividade física, mais evidente nos rapazes desta idade.”

Quanto aos participantes, 85% dos inquiridos refere que outros familiares participam nas atividades que fazem com os seus filhos, 74% diz ser difícil dizer aos filhos que não tem tempo para brincar e 75% admite os filhos gostariam de passar mais tempo com os pais. Mas também há 36% dos pais que admitem inventar desculpas para não brincar com os filhos quando estes lhes pedem. Para 80% dos inquiridos a atividade profissional é o que o impede de passar mais tempo com os seus filhos.

Cecília Galvão conclui deste levantamento de dados que “a perceção dos pais sobre o tempo disponível para brincar com os seus filhos durante a semana é insuficiente o que pode até não ser verdade, se esse tempo for de qualidade. O que pode ser menos positivo é a qualidade das atividades lúdicas que trazem pouco benefício à relação entre pais e filhos e ao desenvolvimento das crianças.”

Em conjunto para lá das brincadeiras

Quanto às rotinas diárias entre pais e filhos, 70% dos pais toma o pequeno-almoço com os seus filhos, durante os dias da semana. O almoço e o lanche andam na ordem nos 17%. O jantar, por sua vez, é feito na companhia dos filhos pela maioria (93%). As fins-de-semana, as refeições são quase todas em conjunto, sendo o jantar e o almoço as mais referidas (98%). O lanche da tarde é ainda uma das refeições mais partilhadas entre pais e filhos ao fim-de-semana (79%) ao contrário do que acontece durante a semana (17%).

Quando falamos em deslocações com o filho, 56% leva os filhos todos os dias à escola, no entanto 17% fá-lo 2 a 3 vezes por semana e 12% admite que isto acontece raramente. Quando questionados sobre o irem buscar os filhos à escola, a tendência mantém-se. Relativamente a atividades extracurriculares das crianças, 81% dos inquiridos tem filhos que praticam atividades extracurriculares: 47% dos inquiridos refere a natação como a atividade extracurricular do filho, seguido da música com apenas 25%. 37% dos inquiridos refere que o filho tem atividades 2 vezes por semana.

Para Cecília Galvão, as refeições à mesa, “podem ser um bom indicador do investimento das famílias na relação próxima com os filhos. Assim como a prática de atividades extracurriculares indica que reconhecem a necessidade de aprender outras coisas para além da Escola, no entanto, o estudo indica que há uma vontade de investir na família e pouco tempo para o fazer o que reforça a necessidade de repensar o tempo laboral excessivo.”

Este novo estudo desenvolvido pela Trina faz parte de uma nova abordagem da marca ao mercado. Em 2015 a TriNa decidiu reinventar-se, assumindo um novo posicionamento para estar mais perto das famílias portuguesas.

 

 

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