Mais uma deputada inglesa ameaçada de morte

Labour MP Yvette Cooper walks from Parliament to St Margaret's Church for a service of rememberance for Labour MP Jo Cox who was shot and stabbed to death last week outside her constituency surgery, in Westminster, London, June 20, 2016. REUTERS/Toby Melville  - RTX2H710

As mulheres são mais afetadas pela violência verbal na internet. O dado é conhecido e comprovado por vários estudos, inclusive, uma sondagem lançada por políticas inglesas em maio de 2016. Yvette Cooper, deputada do partido trabalhista, que tem feito campanha pela permanência do Reino Unido na União Europeia e que lançou em maio passado esses estudo, foi a mais recente vítima.

Num tweet que a própria deputada recolocou no ar, Cooper recebeu a seguinte ameaça: “Olá Yvette, recebi o seu e-mail de propaganda pela permanência cinco vezes por favor pare ou matarei os seus filhos e os seus netos”. O comentário da deputada no retweet foi:

“Recebi isto hoje por me manifestar pela permanência na UE… isto tem de parar”

Cooper foi alvo desta ameaça já depois de ter visto as medidas de segurança serem aumentadas em torno das figuras públicas que se manifestam pelo sim. Na sequência do homicídio de Jo Cox, a polícia inglesa está a reforçar os perímetros e a vigilância em torno dos políticos que têm sido alvo de ameaças. Recorde-se que Jo Cox também já tinha denunciado às autoridades ameaças de morte feitas nas redes sociais. O caso da deputada assassinada em Brisball mostra que as ameaças na internet são para levar a sério.

Políticas assediadas por serem políticas ou por serem mulheres?

Assédio, revenge porn, racismo, insultos… em todas estas formas de discriminação as mulheres são as principais vítimas, sejam analisados os comportamentos no Facebook, estejam em cima da mesa os comentários que chegam os artigos de jornais online.

O inglês The Guardian conduziu um estudo sobre as próprias caixas de comentários e conclui que os 8 dos seus colaboradores mais insultados na internet eram mulheres e os dois seguintes eram homens negros. E quem são os 10 menos insultados no jornal inglês? Os homens brancos.

As conclusões do estudo foram publicados em abril de 2016 e nelas podemos ler que:

“Os artigos escritos por mulheres atraem mais comentários ofensivos, do que os artigos escritos por homens, independentemente do assunto dos artigos.”


Leia também o artigo Violação e revenge porn num só crime


 

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