Maria Clara: “Gosto de interpretar a roupa que tenho vestida”

Maria Clara Vasconcellos, 19 anos, é um nome que deve gravar na sua memória. Não se trata de estrela de cinema mas sim de um astro, bem português, que brilhou nas passerelles de todo o mundo, na última temporada de semanas de moda. A sua conta de Instagram não deixa dúvidas nem aos mais desatentos. Aqui Maria Clara começa por se descrever como “100% Portuguese model”, ainda que o seu metro e setenta e oito e rosto invulgar a possam fazer passar por nórdica. A modelo que este ano desfilou em Nova Iorque, Londres, Milão, Paris, Lisboa e Porto, somando mais de trinta desfiles, teve uma breve conversa, com o Delas.pt, nos bastidores do desfile de Luís Buchinho.

maria-clara
Instagram @mariaclara.v

 

 

Como é voltar a casa depois das semanas de moda internacionais?
É sempre ótimo. Posso visitar os familiares, falar português, já há algum tempo que não falava.

Há quanto tempo está fora de casa?
Há pelo menos um mês e meio, entre castings, fittings, shows.

Qual é a grande diferença entre as semanas de moda internacionais e as portuguesas?
Acho que é a exposição, a exposição que temos em Paris é perante toda a imprensa mundial, não só para as modelos mas também para os designers e toda a equipa de produção. Aqui estamos a expor-nos ao mundo, não apenas a um país, e a quantidade de castings e desfiles não tem sequer comparação. Enquanto em Portugal temos três ou quatro dias de fashion week em Paris são nove.

O que aprendeu enquanto modelo quando começou a fazer as semanas de moda internacionais?
De certa forma, eu tinha uma ideia daquilo em que me estava a meter, mas há muita gente que não sabe. É muito difícil: temos de estar sozinhos, longe da família; com um mapa nas mãos temos de arranjar forma de ir aos castings e aos desfiles a horas; quem não sabe cozinhar tem de aprender. Eu acho que no meio disto tudo, aprendi a ser mais autónoma e independente. Acho que com o trabalho é que se vai longe. Claro que é importante conhecer os clientes, mas é a trabalhar que se conseguem realizar os sonhos.

Gosta mais de fazer editorial ou passerelle?
Eu tenho um amor muito grande pela passerelle, não sei se nota… Ainda há quem me pergunte por que é que ainda vou fazer Modalisboa e Portugal Fashion depois de já ter feito todas as semanas de moda internacionais e de estar muito cansada, mas para mim de cada vez que entro na passerelle parece que me esqueço do que aconteceu antes. Aquele é o meu momento. Eu adoro e não me importo de fazer mais dias de desfiles, mas também não digo que não ao editorial porque gosto de encarnar personagens. Cada editorial é diferente, de acordo também com a equipa. E posso ser, de certa forma, atriz.

Anda de maneira diferente em cada desfile?
Muitas vezes sim. Tem muito a ver com o pavimento, com o ritmo que o cliente pede, e mesmo com a coleção em si: se pede um andar mais forte, mais de Maria-rapaz, ou se pede um mais delicado, também de acordo com o vestido que temos. Eu gosto de interpretar a roupa que tenho vestida, mas peço sempre a opinião ao cliente sobre o tipo de andar que ele quer.

Qual é o desfile que lhe falta fazer e quer muito fazer?
Louis Vuitton, tenho esse objetivo, vamos ver se se concretiza.


Veja também a entrevista a Luís Buchinho.


 

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