Merkel recandidata-se ao quarto mandato como chanceler

Angela Merkel (Fotografia: REUTERS/Hannibal Hanschke)

Angela Merkel vai candidatar-se a um quarto mandato como chanceler alemã. O anúncio de que irá recandidatar-se pelo seu partido, União Democrata-Cristã (CDU), às eleições do próximo ano, foi feito numa conferência esta tarde, em Berlim (cerca das 18h, em Portugal).

O jornal ‘Bild’ anunciava esta manhã que Merkel estaria pronta a assumir novamente a liderança do seu partido, que esteve reunido este domingo.

A mesma publicação revelou uma sondagem que indica que 55% dos alemães apoiam a chanceler para um quarto mandato à frente do país, enquanto 39% se opõem à sua reeleição. Entre o eleitorado feminino, Merkel também lidera, com 66% de apoio.

A mesma pesquisa mostra ainda que, entre o eleitorado da CDU, o apoio a um quarto mandato da atual líder do país é quase total, correspondendo a 92%, e mesmo, entre os eleitores do Partido Social-Democrata (SPD), a a chanceler consegue 54% das intenções de voto.

Angela Merkel chegou ao poder pela primeira vez em 2005, após derrotar o então chanceler e líder do SPD, Gerhard Schröder. Há 11 anos a governar a Alemanha, perdeu nos últimos tempos alguma popularidade interna, sobretudo pela política de acolhimento aos refugiados, no último ano, durante o qual o país recebeu perto de um milhão de pessoas.

Líder do “mundo livre”
Na conferência de imprensa desta tarde Angela Merkel não foi clara quanto aos motivos que a levaram a recandidatar-se a um quarto mandato, mas negou que a sua decisão estivesse diretamente relacionada com as eleições americanas e com a vitória de Donald Trump.

Mas na visita, à Alemanha, esta semana, do presidente norte-americano ainda em exercício, Barack Obama, o futuro das relações entre a Europa e os EUA, com Donald Trump à frente do país, e a preocupação com a Rússia foram algumas das questões discutidas entre os dois governantes.

A par disso, com o Brexit e a subida de popularidade de Marine Le Pen e da Frente Nacional, em França, muitos analistas viram neste encontro uma espécie de passagem de testemunho, de Obama para Merkel, do papel de líder do chamado “mundo livre”.

Imagem de destaque: REUTERS/Hannibal Hanschke

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