Meryl Streep dá vida a cantora lírica desafinada

Nos anos 40, a norte-americana Florence Foster Jenkins sonhava ser a nova Maria Callas, a maior cantora de todos os tempos. Mas faltava-lhe o essencial: talento. Apesar disso, nunca desistiu, ao ponto de o objetivo se ter tornado numa verdadeira obsessão. St. Clair Bayfield, o seu “marido” e agente, fez de tudo para proteger a amada, fazendo-a acreditar que cantava bem. Iludida, a socialite decidiu dar um concerto público no Carnegie Hall, a famosa sala de espetáculos em Midtown Manhattan, Nova Iorque (EUA). Acabou por ser recordada para a eternidade como “a pior cantora de ópera do mundo”.

Agora, a história de vida de Florence Foster Jenkins vai saltar para o grande ecrã. Meryl Streep dá vida e voz à herdeira nova iorquina e St. Clair Bayfield, o seu companheiro, vai ser interpretado por Hugh Grant. A comédia Florence, uma diva fora de tom chega às salas de cinema nacionais a 1 de setembro.

Florence, uma diva fora de tom cartaz
(Imagem do cartaz do filme ‘Florence, uma diva fora de tom’)

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Natália de Andrade, a Florence Foster Jenkins portuguesa
Em Portugal também existiu uma mulher com a mesma ilusão, perseverança e falta de talento para a música que Florence Foster Jenkins. Chamava-se Natália de Andrade e tornou-se conhecida na década de 80 por ter dedicado a vida à perseguição do sonho de se tornar uma cantora lírica de renome. Nunca o conseguiu atingir, mas ficou na história do entretenimento nacional como a diva tragicómica, pela sua figura caricatural.

Herman José chegou a imitá-la em vários programas de televisão e Júlio Isidro recordou-a também no programa O Passeio dos Alegres. Em 2012, após a sua morte, o realizador João Gomes lançou um documentário sobre a vida de Natália de Andrade na RTP2 e as semelhanças com a cantora lírica americana são inegáveis.

“É um documentário perturbante que teve como ponto de partida a desconstrução de factos mediáticos e de ideias simples. Queria resgatar a personagem Natália de Andrade do seu ridículo e dar-lhe densidade, fazendo dela um motivo de reflexão póstuma”, explica o realizador João Gomes, num comunicado enviado às redações.

O documentário, que inclui vários testemunhos nacionais e internacionais sobre a vida de Natália de Andrade, venceu o Festival de Cinema de Odemira, em 2011, na categoria de Melhor Documentário e a Seleção Oficial do Festival de Cinema e Música de São Paulo.

Veja o trailer do filme:

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