Michelle. Aliada da alta-costura, amiga do fato de treino

Em 2009, para a sua primeira dança na qualidade de primeira-dama, Michelle Obama usou um vestido desenhado por Jason Wu. O modelo, de chiffon branco, captou as atenções no baile inaugural do casal presidencial e marcou aquela que, mais tarde, o diretor criativo da Hugo Boss descreveu como uma nova forma de mulheres que circulam nos corredores do poder se apresentarem: “Mais leves e elegantes.” Wu acabaria por ser tornar um dos estilistas de eleição da mulher de Barack Obama, mas não tem sido o único. Tal como as escolhas de Michelle Obama não têm sido reféns da sua condição.

A moda e a forma como se veste, diz a primeira-dama, andam “de mão dada” com o seu papel na esfera política norte-americana. Acontece com todos aqueles que têm uma presença pública e uma mensagem a transmitir. “A primeira impressão que temos de uma pessoa é através do que vemos”, explica. Por isso, quando se viaja para outro país, “as cores que se vestem, o corte de um vestido, o seu comprimento, o mostrar ou esconder os ombros”, prossegue, são “declarações importantes” no que toca ao “respeito, à apreciação e à compreensão” de outras culturas.

Michelle Obama acena na sessão do Congresso antes do discurso do presidente dos EUA no Estado da União, na terça-feira, 12 de janeiro (REUTERS/Jonathan Ernst )
Michelle Obama numa sessão do Congresso antes do discurso do presidente dos EUA no Estado da União (REUTERS/Jonathan Ernst )

Não quer com isto dizer que Michelle Obama, de 52 anos, descure o conforto. Às tais mensagem que são essenciais passar através da imagem que projeta alia a comodidade. Foram sempre estas duas as barreiras que colocou quando vestiu Isabel Toledo, Ralph Lauren, Michael Kors, Naeem Khan, Alexander McQueen, Tom Ford ou Oscar de la Renta. Mas também quando usou marcas de pronto-a-vestir como Zara e H&M. “Sinto-me bem com isto?” é a questão que coloca na altura das provas de roupa.

“Não me interessa saber de tendências”, justificou à revista ‘InStyle’

Desde há oito anos, quando Barack Obama assumiu o seu primeiro mandato, até ao próximo dia 8 de novembro, quando se realizarem as eleições presidenciais, que elegerá outro número um dos Estados Unidos, Michelle deixa, entre outros, um legado no mundo da alta-costura. Porque rompeu com o “receio” que as mulheres que se movem no universo político tinham, até então, em “expressar o seu lado feminino, sob pena de não serem levadas a sério ou de não parecerem suficientemente profissionais”, frisou Jason Wu.

Michelle veio mostrar que é possível “vestir algo que é feminino e até sexy, sem pôr em causa o seu poder ou inteligência”.

Talvez por isso se justifique que, agora que começou a Semana da Moda de Nova Iorque – à qual se seguem as de Londres e Madrid, em simultâneo, Milão, Paris e, por fim, Lisboa – a ainda primeira-dama integre a lista da Vanity Fair das personalidades mais bem vestidas em todo o mundo em 2016.

E quando não tem os olhares em cima de si? “Sou bastante descontraída. Não uso maquilhagem, visto uma T-shirt e uns jeans rasgados ou umas calças de fato de treino. Porque estou sempre na iminência de ir ou de vir de um treino.” É este, o fato de treino, o seu outfit ideal. “Adoro as cores e são peças que me fazem sentir muito confortável. Mas, sim, são muito informais.”

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