Michelle Obama: “Sou um produto da cultura pop”

Michelle Obama tem 52 anos

Já a vimos cantar no ‘Carpool Karaoke’, rubrica do programa da CBS ‘The Late Late Show with James Corden’. Já a vimos num teaser da nova série ‘Gilmore Girls’. Já a vimos, até, a fazer uma corrida com Jimmy Fallon dentro de um saco de batatas. Michelle Obama, 52 anos, diz ser “um produto da cultura pop“, na grande entrevista que concede à ‘Variety’ para a edição de setembro, que chegou esta terça-feira às bancas.

#FLOTUS @michelleobama wearing @jonathansimkhai on the new @variety cover. Issue out Tuesday.

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“Nunca tive medo de ser um pouco pateta. É assim que conseguimos envolver as pessoas. Na minha perspetiva, primeiro devemos fazê-las rir, para depois as fazermos ouvir. Por isso, estou sempre pronta para uma boa brincadeira e não ajo formalmente neste papel [de primeira-dama] “, explica.

Os mais conservadores têm criticado a descontração de Michelle perante os norte-americanos. Perita em divergir da tradição, a mulher do presidente dos EUA chegou até a apresentar o Óscar de Melhor Filme em 2013 (‘Argo’), através de uma transmissão a partir da Casa Branca, algo nunca antes feito nessa cerimónia. Mas na sua opinião, a vida serve para correr riscos.

“Tem sido maravilhoso ser primeira-dama. Mas se olharmos bem, não tenho orçamento. Não tenho autoridade no Congresso. Mas acredito que, ainda assim, consegui criar impacto e levar as pessoas a pensar”, frisa.

O cargo que ocupa em nada altera o seu estatuto enquanto mulher, defende ainda. “Vejo-me como uma mulher normal. Apesar de ser primeira-dama, não fui primeira-dama a vida toda. Sou um produto da cultura pop. Sou uma consumidora da cultura pop e sei o que mexe com as pessoas. Sempre que a minha equipa me aborda com ideias e conceitos, penso sempre ‘Será que isto é divertido? Será que as pessoas vão perceber?'”.

Michelle não estava, de facto, a brincar quando disse que é “consumidora da cultura pop“. Diz ela que não lhe escapa nenhum episódio das séries ‘Orange is the New Black’ e ‘The Americans’, motivo pelo qual sabe valorizar o impacto da televisão e do cinema na sociedade. “Muitas meninas afro-americanas vieram ter comigo ao longo destes sete anos e meio, com lágrimas nos olhos, para dizer ‘Obrigada por ser um modelo para mim. Não vejo afro-americanas formadas na TV, e o facto de ser primeira-dama ajuda a validar quem eu sou'”.

O próximo presidente dos EUA – Hillary Clinton ou Donald Trump – será eleito a 8 de novembro, mas Michelle não adianta muito sobre o que planeia fazer depois. Sabe-se apenas que a família Obama vai continuar a morar em Washington D.C. até que a filha mais nova, Sasha, termine o liceu.

Já há quem especule que a primeira-dama venha, dentro de alguns anos, a concorrer à presidência. A ‘Variety’ diz que Michelle descarta esta possibilidade, uma vez que só fora da Casa Branca, longe das câmaras e da pressão, poderá criar impacto junto dos norte-americanos de “forma imparcial”.

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