Miomas uterinos: novos tratamentos mais baratos evitam cirurgia

Os miomas uterinos, tumores benignos comuns do trato genital feminino, afetam cerca de dois milhões de mulheres portuguesas. Para se verem livres deste problema, a maioria delas recorre à histerectomia, o tratamento cirúrgico mais utilizado em ginecologia que consiste na remoção do útero e leva a um período de recuperação longo, custos elevados e a uma série de outras complicações.

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Para dar a estas mulheres opções mais económicas e menos dolorosas, a Sociedade Portuguesa de Ginecologia (SPG) apresentou este sábado, 3 de junho, vários progressos para o tratamento de miomas uterinos no 21º Congresso de Obstetrícia e Ginecologia. Entre essas soluções alternativas estão a miólise, foco ultrassons, oclusão da artéria uterina por via vaginal e laqueação das artérias uterinas por via laparoscópica (pode saber mais sobre cada um destes tratamentos na galeria de imagens acima).

Ao submeter-se à cirurgia, a mulher deixava de poder ser mãe. Com estes tratamentos alternativos, na maioria dos casos não será necessário recorrer a uma solução tão drástica.

“Os fatores de tratamento prendem-se agora com o facto de a mulher estar em idade reprodutiva com desejo de engravidar, estar fora da idade de reprodução ou não ter o desejo de ser mãe. A partir daqui são-lhes apresentadas as opções mais viáveis para cada caso”, explicou Fernanda Águas, presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia.

Procurar soluções para o problema da baixa natalidade

Em Portugal continua a haver mais gente a morrer do que a nascer. Para encontrar soluções para o problema da natalidade reduzida estão reunidos em Coimbra até domingo, 4 de junho, especialistas de todo o país das áreas da ginecologia e obstetrícia a discutir os desafios da saúde da mulher em Portugal. Daí o esclarecimento sobre as novas formas de tratamento dos miomas uterinos, alternativas à histerectomia, ser tão relevante.

“O Governo tem responsabilidade de criar mais-valias económicas para que isto aconteça, mas a comunidade médica também tem responsabilidade de encontrar soluções para que os casais e as mulheres se sintam bem acompanhados”, acrescentou Daniel Pereira da Silva, presidente da Federação das Sociedades Portuguesas de Obstetrícia e de Ginecologia.


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