Modelo ‘plus size’ lança movimento contra o ‘body shaming’

Simone Mariposa, autora do movimento

Depois de ter desafiado o mundo da moda e ter provado que pode ser modelo mesmo tendo um corpo volumoso, Simone Mariposa decidiu ir mais longe e desafiou a própria sociedade. Farta de ver várias mulheres a serem alvo de body shaming, de serem envergonhadas pelo corpo que têm nas redes sociais, por serem consideradas demasiado gordas para usarem determinadas peças de roupa, Simone decidiu dar o grito do Ipiranga e criou o movimento #WeWearWhatWeWant (nós vestimos o que queremos, em tradução livre).

O objetivo é claro: todas as mulheres devem ser livres de vestir aquilo que querem, independentemente do corpo que têm. Para esta manequim plus size, a gota de água aconteceu quando leu o relato de uma mulher que tinha sido vítima de body shaming. “Li uma história no Twitter na qual uma mulher revelava ter sido testemunha de um caso no qual uma outra mulher tinha sido desprezada por ter usado uma peça de roupa que não escondia o seu corpo. Existem tantas mulheres que já passaram por isto, o que pode ser prejudicial para a sua autoestima. Eu quero que as mulheres saibam que são livres de mostrar e de ter orgulho nos seus corpos”, justificou a autora deste movimento.

A hashtag #WeWearWhatWeWant tornou-se um sucesso e foram várias as mulheres que decidiram não só usá-la como também publicar fotografias em biquíni ou com vestidos sensuais. Simone Mariposa afirma que este movimento encoraja outras mulheres a mostrarem os seus corpos e deixarem de ter vergonha dos mesmos, causando o chamado “efeito borboleta”.

Apesar de ser uma manequim plus size e de a indústria da moda começar a estar mais atenta a este segmento, a jovem norte-americana, que reside em Los Angeles, considera que ainda existe um longo caminho a percorrer. “Continuam a preferir as mulheres que são mais magras, dentro do espetro plus size, ou seja, as que vestem um 42 ou um 44″, admitiu.

Simone Mariposa também aproveitou para frisar que o movimento que criou não pretende incitar as mulheres a ficarem mais gordas. “Eu quero que as pessoas se amem como são, e que percebam que não têm de ficar conformadas com os padrões de beleza impostos pela sociedade”.

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