Mulher muçulmana foi a primeira vítima mortal do atentado de Nice

Fatima Charrihi, mãe de sete filhos, foi a primeira pessoa colhida mortalmente pelo camião que matou, ontem, 84 pessoas em Nice.

Era muçulmana, mas era também, como faz questão de referir o jornal ‘Nice Matin’, uma Azuréene (nome dado aos locais da Cote d’Azur).

A filha de Fatima Charrihi, Hamza, de 28 anos, contou ao ‘L’Express’, enquanto segurava o cartão de identidade da mãe, que esta praticava “o verdadeiro Islão”, ao contrário do autor do ataque, alegadamente praticante da mesma religião e associado ao terrorismo islâmico.

“Ela usava o véu e praticava uma religião verdadeira e ponderada. O verdadeiro Islão. Não aquele dos terroristas”, contou Hamza Charrihi, que recorda, acima de tudo, “uma mãe extraordinária”.

O ataque fez também 202 feridos, 52 dos quais em estado muito grave. O número elevado de vítimas levou várias dezenas de pessoas a deslocarem-se, esta manhã, aos hospitais locais para doar sangue.

Os órgãos de comunicação sociais franceses revelam que várias pessoas estão ainda desaparecidas. Familiares e amigos têm recorrido às redes sociais, sobretudo ao Twitter, para as encontrar. Em alguns casos tudo não passou de um grande susto, como aconteceu com Luisa Marino, que durante três horas não soube do paradeiro da filha.


O governo francês declarou três dias de luto nacional e decidiu prolongar o estado de emergência por mais três meses.
Imagem de destaque:REUTERS/Pascal Rossignol

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