Músico Jack White é conselheiro para a igualdade de género

Jack White, na conferência de imprensa do Conselho para Igualdade de Género (Fotografia - Nashville Gov.)

Jack White é um dos 45 elementos do recém-criado Conselho para a Igualdade de Género de Nashville, a capital do estado americano do Tennessee, onde o músico vive

O organismo, promovido pela presidente da Câmara, Megan Barry e apresentado esta quarta-feira tem como funções apresentar dados e recomendações à autarquia sobre a temática da igualdade de género, bem como abordar e alertar para situações de desigualdade de benefícios e de oportunidades entre os sexos.

No discurso que fez na conferência de imprensa de apresentação da organização, Jack White usou o seu exemplo na música, como artista e como empresário, para sublinhar a importância da igualdade de género e da equidade para o progresso das sociedades.

“Na minha vida artística, considerei sempre injusto que, por exemplo, na produção de um disco, um baterista ganhe menos que o cantor, só porque este tem um agente ou representante”, afirmou o antigo vocalista e guitarrista dos White Stripes, o duo que manteve com a baterista Meg White até 2011 e que foi um dos grupos mais aclamados do rock do início do novo milénio.

“Estão os dois a criar, independentemente do seu instrumento ou da sua experiência. Deviam ser pagos de forma igual”, prosseguiu, questionando de seguida se “não seria igualmente ridículo pagar uma quantia diferente a dois violinistas porque um deles é homem e o outro mulher?”

Para Jack White é “embaraçoso” que, em pleno ano de 2016, persistam tantas diferenças salariais entre os dois géneros. No seu discurso, disse mesmo que essa desigualdade de género devia ter “sido resolvida mundialmente há um século atrás”. “É triste que tenhamos sequer que abordar isto. Se uma pessoa faz um determinado trabalho, os benefícios resultantes da realização desse trabalho devem ser iguais para qualquer ser humano”, sublinhou.

O músico acabou também por dar o seu testemunho enquanto dono da editora Third Man Records, enunciando algumas medidas que tomou para promover mais igualdade entre os seus funcionários.

Jack White a discursar ao lado da presidente da Câmara de Nashville
Jack White a discursar ao lado de Megan Barry (DR)
  • Salário mínimo: Desde 2013, que o músico paga aos funcionários da sua editora, que tem escritórios em Nashville e Detroit, o salário mínimo de 15 dólares à hora (cerca de 13,5 euros), “independentemente do género”, frisou, acrescentando que encoraja outras pequenas empresas a fazer o mesmo. “Ninguém devia ter que acumular dois trabalhos para ter comida e uma casa”, diz.
  • Seguro de saúde: O músico referiu também que a partir de 2015, a sua empresa começou a garantir seguro de saúde a todos os seus trabalhadores a full-time.
  • Licenças de maternidade: num país em que as licenças de maternidade não são pagas, o músico afirmou estar “muito orgulhoso” de atribuir, desde o ano passado, às suas empregadas “seis meses de licença paga” depois de darem à luz. Já os pais têm direito, na empresa detida por Jack White, a três meses de licença.

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