Não temos medo, temos coragem!

Infelizmente houve mais um atentado contra a nossa liberdade, contra a nossa forma de ser. Talvez a nossa maneira de viver não seja a mais correta, talvez não sejamos assim tão livres como pensamos, no entanto, não acredito em recorrer a violência, para mudar seja o que for.

O terrorismo voltou às nossas ruas, aqui em Londres, inocentes perderam a vida, inocentes foram feridos não só fisicamente, mas também psicologicamente.

Eu vivo em Londres, já há muito tempo, sou quase um “dinossauro” por cá, como diz a minha irmã mais nova. Tenho orgulho nesta cidade, apesar de tudo, somos uma cidade unida. Aqui, é claro que “United we stand, divided we fall” [unidos venceremos, divididos caímos]. A divisão deu espaço para o extremismo se desenvolver, resultando não só na catástrofe desta quarta-feira, mas também de muitas outras pela Europa e pelo Mundo.

Há pouco li um artigo de um português também a viver em em Londres, o Miguel Moreira Rato, em que o autor reflete sobre o que aconteceu em Westminster. Percebo a perspetiva do meu conterrâneo perfeitamente.

Sim, eu também me “sinto triste, muito triste e penso naquelas pessoas que atravessavam a ponte”, mas discordo: não devemos parar, não devemos parar. Sim, eu não fui atingida fisicamente, mas não estamos todos em pânico! Sim, eu estou muito triste, infelizmente temos que aprender a lidar com terrorismo, no caso de “dinossauros” como eu, lidar com terrorismo recorrente.

Com certeza, no dia a seguir podemos não ir correr, não ir para o trabalho… também podemos aceitar a derrota, demonstrar medo, vulnerabilidade, aceitar propaganda, dar importância ao extremismo.

Sim podemos, mas eu, tal como a maioria dos londrinos devemos, ir correr todos os dias, devemos ir para o trabalho, mesmo que só fisicamente, pois a mente estará longe durante algum tempo… devemos não aceitar a derrota, devemos demonstrar união, devemos não dar espaço à propaganda, devemos não dar importância ao extremismo. Devemos, acima de tudo, não esquecer as vítimas, celebrar as suas vidas, apoiarmo-nos uns aos outros.

Devemos nunca dar o dia de amanhã por garantido.

Além de tudo devemos distribuir esperança e união, dialogar! Especialmente em alturas tão difíceis quanto esta.

E em jeito de diálogo aqui fica um convite ao meu conterrâneo para vir tomar um café comigo, em Portcullis House, Westminster, porque ele – como nós – não pode ter medo Não temos medo, temos coragem!

E sim, eu também estava por lá em Londres, a 7 de junho de 2005, em Tel Aviv, a 8 junho de 2016, em Londres, a 22 de marco de 2017. E não tenho medo.

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