O jardim do 3º esquerdo

O que todos nós gostaríamos, mesmo, era de ter um palacete fim de século com a frente virada para um jardim de buxo e bosque, e nas traseiras um roseiral seguido de terraços relvados em degraus longos até ao mar. Não temos e temos pena, não é?

Mas todos temos janelas, umas maiores outras mais pequenas, que quando tratadas com dois dedos de testa e algum bom gosto podem ser jardins interiores perfeitos.


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Para a felicidade e sucesso de uma planta a proximidade a uma janela, e à luz, é crucial. Praticamente todas as plantas precisam desta para viver e quanto mais abundante for a luz natural mais felizes e viçosas serão as suas plantas. Algumas preferem a sombra húmida, como os líquenes e os musgos, e se esta for a sua praia esqueça a janela e a luz.

Por fantástica que seja já a sua decoração o uso de plantas e flores envasadas contribuirá para um aspeto mais humanizado do seu espaço. Elas podem ser o fator que distingue um andar-modelo de uma casa vivida e sentida. Mais: se à sua casa faltar ainda muito para ter a decoração pronta, tipo não tem tapete, mesa de centro ou candeeiro de chão, compre primeiro plantas. É sem dúvida mais barato e uma casa torna-se automaticamente mais lar.

O fator Michael Jackson também não é de desprezar. Diz-nos Ana Rodrigues, investigadora no Instituto Superior de Agronomia, que “as plantas consomem dióxido de carbono e libertam oxigénio, resultado da separação da molécula da água. Isto acontece numa das fases da fotossíntese que se realiza quando a planta tem luz, durante o dia. Durante a noite, a planta apenas respira, ou seja, liberta dióxido de carbono, mas em quantidades que não chegam a ser perigosas para as pessoas. As plantas são assim, de certa forma, excelentes purificadores também do ar doméstico, e particularmente úteis em casas de fumadores. Em alguns casos podem mesmo sequestrar metais pesados presentes no ar e perigosos para a saúde”.

Numa casa de tipologia dita ‘normal’, com uma ou duas janelas por divisão, os melhores sítios para cultivar o seu próprio jardim interior são estas entradas de luz natural, essencial à fotossíntese. Durante a plena canícula, as plantas talvez agradeçam serem deslocadas um pouco mais para a sombra, mas na maior parte do ano são as janelas que ganham esta natural decoração.

É a cortina perfeita, tão bela quanto útil; podemos ser apenas vaidosos e ter uma trepadeira de lilases na varanda, só para ser bonito. Ou dar o passo em frente e fazer da decoração vegetal um jardim utilitário, em vários aspetos. Na cozinha, em floreiras no beiral ou em vasos comprados ou reciclados – suspensos para poupar espaço e facilitar a manutenção – são muito bem recebidas todas as aromáticas que ainda por cima são belas e decorativas: salva, salsa, coentros, orégãos, alecrim, príncipe, tomilho ou manjericão. A este último usam-no em Itália não só no pesto ou no tomate assado; quando posto à janela, o manjericão perfuma as tardes e afasta as melgas e os mosquitos.

A estas, destinadas ao tacho, pode e deve juntar outras apenas decorativas, mas que completem o filme das aromáticas: paus d’água, carnudas e suculentas como alguns catos, para uma cozinha mais hi-tech, ou belas cascatas de avencas e fetos para um espaço mais casa-da-mariquinhas.

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