O que faz uma mulher não querer ter relações sexuais

O que faz uma mulher não querer ter relações sexuais

As principais queixas das mulheres para não conseguirem ter relações sexuais são a falta de desejo e de excitação, a dificuldade em atingir o orgasmo e a dor durante a relação sexual, conta ao Delas.pt a sexóloga Vânia Beliz.

Sobre a falta de desejo, a autora do livro ‘Ponto Quê?’ (editora Objectiva) explica que “os casais precisam de compreender que esta pode ter origem em diferentes causas: medicação – ansiolíticos, antidepressivos, alguns contracetivos –, os diferentes ciclos de vida da mulher, gravidez, pós parto – as hormonas são as grandes responsáveis – e o stress, ansiedade”.

O prazer da estimulação
Em relação à dificuldade em atingir o orgasmo, acontece porque muitas mulheres não conhecem as suas zonas de prazer. “A penetração não apresenta muita gratificação para as mulheres, a vagina é pouco sensível e as principais zonas de prazer estão na vulva, na estrutura clitoriana”, explica Vânia Beliz, acrescentando que é preciso que a mulher consiga estimular-se de forma a conhecer melhor o seu corpo e prazer.

De acordo com um estudo realizado em 2010 pela sexóloga, concluiu-se que a maior parte das mulheres só consegue atingir o orgasmo com estimulação adicional do clitóris, quer seja realizada por elas, quer pelo parceiro. “Depois as mulheres também têm de aprender a desligar-se do dia a dia na hora de se entregarem ao parceiro. A maior parte tem dificuldade em concentrar-se e sem isso é difícil que as mulheres recorram a uma fantasia pessoal, que no momento da relação sexual possa servir para, no seu imaginário se sentir mais estimulada. A fantasia funciona como um motor da excitação.”

Como chegar à excitação
Já sobre a dor e desconforto, Vânia Beliz explica que podem acontecer por diversas razões – e uma delas é a falta de lubrificação. “Muitas mulheres não gostam de preliminares e sem esta estimulação tão importante, torna-se difícil a penetração. A mulher tem de estar relaxada e concentrada no processo de excitação. Também pode acontecer que o canal vaginal seja curto e, normalmente nesses casos, a dor aparece quando o pénis fica dentro da vagina. Enquanto que a falta de lubrificação costuma ser explicada pela dor no inicio da penetração.”

A sexualidade da mulher é complexa e exigente, acrescenta a especialista. “A maior parte das mulheres é muito ativa na sua vida – trabalhando, sendo mãe, cuidado dos filhos e da casa – e a verdade é que não podemos fazer tudo com a nossa exigência.”

Por outro lado, existe um problema que influencia muito a sexualidade, que é a autoestima. “A maior parte das mulheres que frequentam a consulta apresentam uma autoestima frágil, que compromete tudo o resto”, explica Vânia Beliz. “Por isso, grande parte das orientações passam por melhorar e empoderar a mulher. Reduzir o cansaço também é importante, por isso uma boa alimentação e uns suplementos também podem fazer a diferença.”

A sexóloga conclui dizendo que muitos homens têm dificuldade em compreender esta complexidade, dai a importância destes participarem na consulta. “É importante que os casais compreendam como somos diferentes, o que nem sempre é fácil…”

vânia beliz
(Capa do livro ‘Ponto Quê?’, Objectiva, da autoria de Vânia Beliz)

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