O que nos faz tão felizes como ter um filho ou casar?

Casar ou ter um filho são momentos emocionantes na vida de qualquer pessoa. E se lhe disséssemos que essa emoção pode ser replicada graças às interações no Facebook? Ou melhor, não somos nós que o dizemos, mas um grupo de investigadores da universidade norte-americana de Carnegie Mellon e do próprio Facebook que, juntos, defendem que o impacto que a interação na rede social de Mark Zuckerberg pode ter na vida das pessoas é bem maior do que aquilo que se pensa.

Não é, no entanto, uma simples leitura passiva de um post ou um like colocado mecanicamente num comentário que vai causar esta emoção. O que faz com que as pessoas se sintam mesmo bem é quando aqueles que conhecem personalizam a interação.

Veja a explicação:
“Não estamos a falar de nada que dê muito trabalho”, refere a propósito Moira Burke, investigadora e uma das responsáveis pelo estudo, realizado com dados de 1.910 utilizadores do Facebook de 91 países diferentes. “Basta um comentário, que pode não ter mais do que uma ou duas frases. O importante é que alguém, como um amigo próximo, perca tempo a personalizar a ação. O conteúdo pode ajudar a elevar a moral e o simples ato de comunicação lembra o destinatário dos relacionamentos significativos que tem na sua vida”, acrescenta.

Qualquer coisa como 60 comentários de um amigo próximo no espaço de um mês estão associados, mostra a investigação, a um bem-estar psicológico proporcional a situações capazes de mudar a vida.

Usamos bem as redes sociais?
O trabalho contradiz, no entanto, teorias anteriores, realizadas com base em inquéritos aos utilizadores, que associavam o tempo passado nas redes sociais a um aumento da solidão e da depressão. Para Moira Burke e o colega, Robert Kraut, a questão é outra: “será que são as pessoas infelizes que estão a usar as redes sociais ou são as redes sociais que têm influência na felicidade das pessoas?”

A pesquisa de que são autores permite concluir, com base na análise da atividade de utilizadores do Facebook e não das suas opiniões, que há uma diferença entre interagir com pessoas que se conhece bem e com os ‘amigos’ feitos via rede social. “Parece que quando se fala no Facebook, com alguma profundidade, com pessoas de quem já se gosta, sentimo-nos melhor”, defende Robert Kraut. “Isto sugere que quem se sentem em baixo pode mesmo passar mais tempo nas redes sociais, mas decide fazê-lo porque isso causa sentimentos positivos. As pessoas são recordadas de quem mais gostam na sua vida.”

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