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O que o álcool faz à nossa pele

Acredite ou não, a nossa pele também sofre de ressaca. Além das inúmeras viagens que fazemos até à casa de banho e da sede que sentimos na manhã seguinte, o consumo de álcool acaba por acelerar o envelhecimento da pele.

“Mal o álcool entra no sangue, altera a nossa circulação cutânea. São libertadas hormonas que atuam sobre os vasos sanguíneos, pelo que algumas pessoas ficam com as faces avermelhadas”, explica a dermatologista Yael Adler, no seu livro “O fascinante mundo da pele” (Lua de Papel, 2017). Estas são apenas as primeiras consequências visíveis do álcool na nossa epiderme.

Além deste efeito vasodilatador que nos faz corar, as bebidas alcoólicas dificultam a produção de ADH, uma hormona antidiurética. É por esta razão que quando bebemos muito fazemos mil e uma viagens até à casa de banho.

“O álcool faz com que o nosso organismo perca água: os tecidos cutâneos ficam secos e perdem a suculência, pois o álcool tem um efeito diurético, fazendo com que o corpo perca mais água e sais minerais através da urina”, esclarece Yael Adler, afirmando ainda que esta “perda de líquidos, magnésio e potássio traduz-se de manhã em rugas e olheiras no rosto, numa ressaca, palpitações ou alterações do ritmo cardíaco”.

As diferentes bebidas alcoólicas provocam reações distintas na pele, que não se devem tanto ao grau alcoólico de cada bebida, mas à quantidade de açúcar que cada uma tem. Ao contrário do que possamos pensar, “o vinho tem muita frutose, o que derrota todos os seus benefícios”, explica a naturopata Nigma Talib ao Delas.pt, autora do livro “Reverse The Signs Of Ageing”. Embora não deixe de ser uma bebida rica em antioxidantes – associados a tratamentos de antienvelhecimento –, ela contém grandes quantidades de açúcar e sal, o que acaba por trazer mais malefícios do que benefícios para a pele.

O mesmo acontece com outras bebidas fermentadas, como a cerveja, ou muito destiladas, como o whisky. Grande parte das bebidas alcoólicas estão carregadas de açúcar, considerado um dos maiores inimigos da pele, segundo Nigma Talib, pois danificam muito mais a superfície cutânea. Por isso, diz naturopata, bebidas como a vodka acabam por trazer menos malefícios para a pele que o vinho.

A vodka não é algo bom para a saúde em geral, mas é menos prejudicial do que o vinho para a pele”, afirma Nigma Talib. Por isso, na hora de escolher o que beber, o melhor é deixar de lado bebidas como o vinho, o whisky e os cocktails doces, o mojito por exemplo, e optar por bebidas com baixos níveis de açúcar, como vodka ou gin, mas sem adicionar sumos ou açúcar.

De acordo com a naturopata, assim que o açúcar entra na corrente sanguínea começa a danificar o colagénio, o principal responsável pela elasticidade da epiderme. Isto aliado à desidratação acaba por causar alguns estragos na pele.

Nigman Talib assegura que “os efeitos não são irreversíveis”, mas não chega aplicar alguns cosméticos para acabar com as rugas e a pele seca, sendo essencial uma alimentação saudável e deixar as bebidas alcoólicas de lado por uns meses. Tudo isto é essencial para que a pele se consiga regenerar.

Depois do detox de álcool é importante manter uma dieta variada e beber muita água. Se beber álcool deve fazê-lo com moderação, para que a sua pele se mantenha saudável.

 


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Florbela Lourenço