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O que procuram comprar as mulheres na internet?

O sexo feminino está cada vez mais ligado ao mundo do comércio digital e começa cada vez mais cedo a recorrer à prática. Mais do que comprar, as mulheres estão a recorrer também cada vez mais à comparação de preços antes de efetuar as aquisições. Esta é uma das principais conclusões que ressaltam dos dados anuais apresentados pela plataforma para comprar preços KuantoKusta. “No total, tivemos 3 milhões e 807 mil mulheres durante o ano de 2015, o que representa um aumento de 140% face a 2014, significando mais 255 mulheres por hora a navegar no site”, constata Vanessa Arlandis.

Diretora de marketing da plataforma revela que o sexo feminino começa a comparar preços mais cedo do que os homens e que a faixa etária predominante se situa entre os 25 e os 34 anos.

“Este crescimento revela que as mulheres procuram fazer compras conscientes e estão cada vez mais despertas para essa realidade”, afirma Vanessa Arlandis diretora de Marketing da plataforma

De acordo com os dados da responsável de Marketing, os homens constituem o grupo dominante de utilizadores do serviço do site, com 7 milhões e 600 mil visitas. Juntos completaram quase 71 milhões de visualizações. “Este crescimento revela que as mulheres procuram fazer compras conscientes e estão cada vez mais despertas para essa realidade”, afirma a diretora de Marketing da plataforma.

“Somos um povo que, em 90 a 92% dos casos, compara antes de comprar. Gostamos de compras inteligentes, de poupar e de o fazer através do e-commerce, uma realidade que cresceu 15% no país face a 2014”, contextualiza Arlandis.

Elas estão mais interessadas em sapatilhas, telemóveis e eletrodomésticos
“Em 2014, as mulheres procuravam mais artigos de puericultura. Em 2015, os produtos mais pesquisados foram sapatilhas, telemóveis e alguns eletrodomésticos”, afirma aquela diretora do site comprador de preços, revelando que as horas a que as mulheres mais procuram informação estão entre as 19h00 e as 23h00, preferindo, cada vez mais, o telemóvel para o fazer. “Com uma vida mais ativa e agitada, elas parecem evitar cada vez menos as deslocações e as filas”, acrescenta Arlandis.

Os homens – acrescenta ainda a mesma responsável – procuram produtos mais ao longo do dia, mas concentram as suas pesquisas entre as 21h00 e as 23h00. Eles demonstram ser “mais metódicos na pesquisa” e “vão de categoria em categoria, são mais certeiros” durante as suas buscas, que levam, em média, 3 minutos e meio. Elas “saltitam mais entre produtos” e permanecem menos tempo no site: 3 minutos e 3 segundos. Estatísticas avançadas pela responsável de marketing da plataforma.

Mas, saltando do universo da pesquisa, quantas compras são efetivamente feitas através da plataforma? Os únicos dados disponibilizados pela plataforma apontam para uma taxa de conversão na ordem dos 70%, ou seja, de todas as visitas e efetuadas no site, 2/3 saltam para as páginas das lojas, não sendo possível perceber quantas compras são feitas posteriormente.

215 milhões de euros em 2015
Em todo o caso, Vanessa Arlandis revela ao Delas.pt que, por via da extrapolação, “a conclusão é que, numa tendência geral, a mulher compra mais do que o homem quando salta para a loja. Em percentagem, tal representa 2 a 6% (depende das categorias) das mais de três milhões e 800 mil utilizadoras, em 2015”, afirma a responsável. Nos homens, o percentual está entre os 1 e 3%.

“Em termos gerais, as vendas são boas porque no e-commerce qualquer média ronda os 1 a 2%”, diz Vanessa Arlandis. Contas feitas, prossegue, “homens e mulheres transacionaram 215 milhões de euros” por via da plataforma.

CARLA BERNARDINO