O Seat Ibiza é um elixir da juventude?

Havia um mito suburbano que dizia que todos os proprietários de Ibiza eram cromos do volante. Havia até uma espécie de clube tácito dos condutores de Ibiza: quando se dizia que tinha vindo de Ibiza ou que se tinha tido um Ibiza havia sempre alguém que ficava contente por pertencermos ao grupo. O Ibiza era um ótimo desbloqueador de conversa: “É um carro à maneira”, “fartei-me de fazer férias no Ibiza” e havia sempre histórias hilariantes de problemas técnicos no meio de nenhures. Não fazia mal, este carro era também uma excelente forma de receber assistência técnica dos passantes – quem tivesse um furo rapidamente recebia ajuda para trocar o pneu. Já se vê, eu tive um Ibiza e estas experiências são também as minhas.

Confesso: numa sexta-feira à noite, chuvosa e escura a última coisa que me apetecia era ir buscar um Seat Ibiza Fr Connect para testes. Dirigi-me à garagem de testes da Seat numa sub sub subcave e, com tanto monovolume giro, o carro que me esperava era um modelo pequenino e ainda por cima… encarnado. Entro no carro e tenho a sensação de estar numa casca de nós. Posiciono o banco do condutor e os espelhos à minha medida e verifico que quase toco nos bancos de trás com o braço esticado. Não me apetece conduzir assim. Estou cansada. O interior parece-me muito frágil, o volante demasiado leve.

E depois ligo o carro. Subo 3 níveis de cave e vejo um sorriso, no porteiro da garagem, que não via há anos (o sorriso, certo? O porteiro nunca tinha visto). Vou pelas ruas movimentadas da cidade e acho que é quase automática a adaptação à condução do Ibiza. O carro é leve e por isso tem uma condução muito ágil. Quero entrar numa fila compacta a caminho de casa e é claro que é um Ibiza mais antigo que me dá passagem. Lembro-me disto. Depois noutro troço mais desafogado o Ibiza desliza que é uma beleza. Vinte quilómetros depois tenho um estado de espírito completamente diferente, estou a bem-disposta. Quando chego à porta de casa puxo o travão de mão. Puxo o travão de mão e reparo que há anos que não faço isto – agora os carros estão todos artilhados com botões – e penso “amanhã podia ir fazer peões!”.

Calma, calma, não fui. Mas percebi que uma das coisas mais giras da condução do Seat Ibiza é que se sente muito mais a mecânica e muito menos a eletrónica, comparando com outros automóveis. E isso tem as suas vantagens.

Não obstante, o novo Seat Ibiza Fr Connect é um carro para jovens, pelo menos de espírito, e os jovens de hoje estão sempre ligados. É por isso que o Ibiza traz de base a tecnologia MirrorLink que permite ligar os smartphones e muitas das suas funcionalidades e Apps através do sistema de Infotainment do Ibiza. As funções são espelhadas no ecrã sensível ao toque, colocado na coluna central do tablier. Esta tecnologia só é compatível com o sistema operativo Android.

Quando se chega ao carro e se liga o telemóvel ao sistema, a nova aplicação Seat ConnectApp mantém o condutor sempre ligado, sem desviar a concentração da condução. Uma das novas e exclusivas funções é o controlo por gestos. Funções de agenda ou de chamadas podem ser ativadas no ecrã tátil do SEAT MediaSystem com simples e curtos movimentos dos dedos. O ecrã de boas-vindas no SEAT ConnectApp transmite informações personalizadas das condições meteorológicas ou de compromissos registados na conta de Facebook. Giro, não é?

O Seat Ibiza está disponível com motores a gasolina com 1.0 litros, de 75 cavalos e a diesel chega numa das versões aos 150 cavalos de potência. E é por isso que dá para fazer corridas com este carro. Os consumos não são nada maus: a marca diz que em todas as versões o consumo combinado é de 4,8 litros aos 100km.

O Seat Ibiza Fr Connect custa €14 981 na versão mais baixa.

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