Obra da escritora Ana Filomena Amaral apresentada na Biblioteca Nacional de Moscovo

A obra da escritora portuguesa Ana Filomena Amaral, autora entre outros do romance “Casa da Sorte”, é apresentada na quinta-feira na Biblioteca Nacional da Rússia, em Moscovo, e na próxima segunda-feira na capital da Lituânia.

Em comunicado, a Biblioteca Nacional russa afirma que este é um “encontro dos leitores de Ana Filomena Amaral com a autora, que irá falar sobre si e acerca os seus livros”.

Segundo a mesma fonte, os leitores da autora portuguesa podem colocar questões, “o que proporcionará uma rara e interessante oportunidade, para o público russo, de falar diretamente com uma escritora portuguesa”.

Na sessão de quinta-feira, marcada para as 19:00 locais (17:00 em Lisboa), além da autora participam o conselheiro da embaixada de Portugal em Moscovo, Paulo Santos, o representante do Instituto Camões, Zhuan Karlush Mendonça, e o editor científico do departamento de publicações da Biblioteca Nacional russa, Anton Chernov, que fará a apresentação de Ana Filomena Amaral.

Ana Filomena Amaral tem sido convidada para apresentar os seus diferentes títulos na Europa e Estados Unidos.

No ano passado apresentou “Casa da Sorte”, traduzido para inglês com o título “Vaulted Home. Those who cheated death”, na Roménia, Países Baixos, Malta, Turquia e em Taiwan, e em 2014 nos Estados Unidos.

Depois de Moscovo, na próxima segunda-feira, a obra da autora do romance “O Cassador de Muros”, já traduzido em cinco línguas, é apresentada na Biblioteca Nacional da Lituânia, em Vilnius.

A sessão na capital lituana conta também com um representante da embaixada de Portugal naquela República do mar Báltico, e está agendada para as 17:00 locais (15:00 em Lisboa).

Aquando da publicação de “O Cassador de Muros”, em outubro de 2014, celebrando os seus 25 anos de carreira literária, e em declarações à agência Lusa, a escritora defendeu a urgência da literatura na atualidade.

“O que fazemos a tanto avanço tecnológico e científico? Procuramos a imortalidade e recuamos nos valores humanistas que nos definem, como dizia Stephen Hawking, não são os robots que devemos temer, mas o capitalismo, e agora digo eu, que nos conduziu a uma visão do mundo em que o individualismo, o egoísmo, a ganância e a cobiça prevalecem”, afirmou Ana Filomena Amaral.

“O que fazer com esta desdignificação, desumanização, materialização da vida?! Penso que é cada vez mais necessária uma literatura de intervenção, que combata a ignorância que permite e gera a tirania e a ditadura, uma literatura comprometida com a sociedade em que vivemos, não inócua, mas combativa, lutando por causas, pugnando por um mundo melhor para todos, servindo os outros para, como dizia Maria de Lourdes Pintasilgo ‘cuidar o futuro'”, rematou.

Além de ficção, Ana Filomena Amaral é autora de obras como a monografia histórica “Avintes na margem esquerda do Douro” (1993), tendo ainda publicado nesta área, “Góis entre o rio e a montanha” (1997) e “Maria de Lourdes Pintasilgo: Os anos da Juventude Universitária Católica Feminina – 1952-1956” (2009).

Ana Filomena Amaral, de 55 anos, é natural de Avintes, no distrito do Porto, é mestre em História Económica e Social Contemporânea, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Na ficção estreou-se em 1989 com “Uma porta abria-se a fogo”, título ao qual se seguiu “O segredo do cavalo-marinho” (1995), “A Casa da Sorte” (2004), “A coroa de Góis” (2007), “Pão e água” (2011) e “O Cassador de Muros” (2014).

Em agosto de 2015, o conto “Mulheres de Água” valeu-lhe o Prémio Internacional “Cidade de Araçatuba”, no Estado de S. Paulo, no Brasil.

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